2005-06-28

"Coisas" Inexplicáveis....

No post: As Denúncias do Muito Mentiroso, está, em comentário, este pedido de publicação:
Caro BLOG, nao sabendo melhor, me derijo com a identificação acima citada. Queira fazer esta minha denúncia, como parte dos seus serviços e divulgação de crimes.
Escolhi a opcção anónimo, mas não é a que eu quero, ao serem publicadas as minhas denúncias no vosso BLOG. Com a sua ajuda irá encontrar uma forma de divulgar o que denuncio e sou responsável.

Obrigado!"
Este assunto foi referido em Sociocracia, no post intitulado: Que se passa em Serra d'El-Rei, Peniche?

2005-06-13

Sobre o "arrastão" em Carcavelos.

Copiado de Sociocracia
Comentário:
"Eu não acredito que os trocos que normalmente as pessoas levam para a praia tenham resolvido o problema dos autores do assalto colectivo.
Mas no entanto tenho a convicção que este acto vai dar início a um sentimento rácico que se pode tornar perigoso, disso não tenho qualquer dúvida. Vim do interior hoje, ouvi a notícia na noite da sexta-feira e, para mim, foi revelador o sentimento que a maioria das pessoas em repúdio por esta acção. E se a mesma se voltar a repetir podes crer meu amigo que vamos assistir a retaliações que podem ser perigosas."
Amigo Raul,
não é apenas este episódio que me levanta dúvidas acerca do "envolvimento" e premeditação de gente apostada em acentuar o pânico e a desorientação das pessoas, em acicatar racismo e xenofobia, que usam esta gente, estes marginaizecos (organizadamente o que não é bem o estilo dos próprios), porque os "têm na mão" e porque eles não percebem o objectivo deste tipo de "missões".
Como sabe, já noutras alturas escrevi sobre as características de máfias que usam esta gente para os mais perversos fins, incluindo o tráfico de droga (tal como acontece no Brasil).
Há uma série de circunstâncias que fundamentam as minhas suspeitas, sendo uma delas a própria actuação das forças policiais que, a meu ver, estão de conluiu... Já nos incidentes ocorridos no Porto, aquando da vitória do Benfica, isso também foi evidente.
Há, também, outros factos que têm vindo a ocorrer, coerentes com esta minha suspeita. Se eu tiver razão (como tudo indica), estes actos inserem-se num conjunto de actuações planeadas pelo que há de mais reaccionário e criminoso, na nossa sociedade. Sendo que a condução do Processo Casa Pia se insere nesse conjunto de actos, com o mesmo objectivo que, para mim, é bem evidente. O que nos leva às cumplicidades e garantias de impunidade, asseguradas por pessoas que ocupam altos cargos, incluindo o PGR (e os que mantêm o PGR).
Por tudo isso, pode "esperar sentado" pelo resultado do inquérito, porque esse está pré-determinado...
O facto mais grave, aqui, como em muitos outros exemplos semelhantes, é a ausência de responsabilização, de exigência de eficiência, que premite tudo isto e fornece as "desculpas" aos seus mentores... Todos estes cargos (donde é possível resolver estes problemas e acabar com esta bandalheira) estão ocupados por gente envolvida e conivente com este tipo de coisas...
Porque é que vocês acham que eu insisto na exigência de demissão do PGR? Porque se nem isso se faz, a mensagem que passa, para as pessoas e para os mafiosos, é que tudo lhes continua a ser permitido, tolerado e assegurada cumplicidade, ao mais alto nível.
Quando eu digo que este país está nas mãos de criminosos também falo a sério; não estou a usar uma "figura de retórica". Tudo isto (e muitos outros incidentes sem solução) demonstram o quanto o "assunto" é sério...
Claro que, a meu ver, isto seria um bom "tema" de "Editorial". Mas eu não me atrevo a sugerir que alguém assuma, comigo, tal interpretação dos factos, por mais evidente que ela seja...
Biranta"

2005-05-11

Mensagem recebida por e-mail:

"Deve a Justiça portuguesa ser fiscalizada e responsabilizada perante o Parlamento?
Conheça o testemunho de um Magistrado vítima da "justiça" portuguesa em: www.vickbest.blogspot.com
Com os meus melhores cumprimentos"

Sem dúvida! Alguém tem de fiscalizar a justiça; acabar com a bandalheira na justiça; garantir que é, de facto, justiça; escorraçar os vários criminosos que se acoitam nos diferentes órgãos da justiça, actualmente protegidos pelo PGR, a quem o governo garante cumplicidade e impunidade.
Os deputados têm de passar a justificar os seus vencimentos fazendo algo de útil para o país, fazendo a sua obrigação!

2005-02-06

O Mais recente "coelho" tirado da Cartola!

Jorge Cleto, o agente da PJ, apresentado pela TVI, como tendo visto uma fotografia “pornográfica”, de Carlos Cruz, é descrito pelos seus colegas, como indivíduo com discurso delirante, covarde no exercício das suas funções, mentiroso. Mas há mais:

Depois de ter sido castigado, várias vezes e também transferido para funções onde a sua forma de actuar não pudesse causar tantos prejuízos, o relato que a este figurão diz respeito, termina assim:
“Aqui continua a sonhar e a inventar grandes investigações. Só que não investiga. Envolve-se com uma quadrilha de burlões especializados em firmas fictícias. Um ano e pouco depois desta última transferência é preso em flagrante delito na companhia de um dos maiores burlões da altura, o célebre burlão Jesus Carvalho, na Póvoa de Stª Iria, depois de perseguido por uma brigada da PJ de Setúbal que conduzia essa investigação.
Presente ao juiz, foi confirmada a prisão, julgado e condenado passando vários anos na cadeia. Tal facto determinou a sua reforma compulsiva. Diz a TVI que é um ‘agente reformado’, esquece-se de dizer que é ‘agente reformado compulsivamente’ ao fim de cinco anos de serviço, de mentiras e crimes.
A TVI deu-lhe espaço para pôr a correr a explicação de que fora expulso da polícia por ter ousado investigar crimes de pedofilia. É a mesma mente delirante de há vinte anos atrás. Apenas foi expulso por ser um burlão que desonrou a polícia que o tolerava.”

O texto completo está em www.reporterx.com

É apenas mais um exemplo, uma prova, de que este país está entregue a criminosos da pior espécie, que continuam a ser promovidos pelos órgãos de comunicação social (que, por sua vez, também são dominados por criminosos).
Está no seu papel, este como todos os outros que têm servido de “testemunhas”, neste processo. Quando é que a nossa classe política e as nossas instituições ganharão vergonha? Quando é que esta gente vai receber o castigo que merece? (Comunicação social incluída, obviamente). Só neste país, com uma justiça infame, é que gente assim pode pavonear-se, durante tanto tempo, ultrajando-nos a todos, sem receber o devido castigo.
A comunicação social não é obrigada a repor a verdade… Não sofre sanções por isso, nem lhes são retiradas as licenças para exercer. Estes criminosos não vão para a cadeia (são reformados, compulsivamente; passam a viver chulando-nos a todos. Grande castigo…)
E, obviamente, o país continua a afundar-se, como não pode deixar de ser, com tanta podridão, tanta falta de justiça, tanta falta de dignidade.

2004-12-05

Para Memória Futura!

Quem nos defende, a nós, cidadãos, de Inspectores policiais, juízes e procuradores criminosos?
Este blog é só para registar documentos que toda a gente quer silenciar. Aqui fica mais um:
O advogado (de Carlos Cruz) recebeu uma carta anónima, muito interessante, de alguém que parece estar por dentro da investigação. (Não foi uma, foram sete cartas anónimas, todas elas revelando uma narrativa muito coerente, complementando-se e contendo dados que se confirmaram, nos casos que conseguimos investigar).
Início de transcrição de carta (I):
Toda a investigação tem sido manipulada, para servir um propósito que ignoro. Manipulação essa que tem consistido na ocultação de prova; fabricação de outra; divulgação de dados falaciosos, para a imprensa, de modo a criar um clima de confusão, que é benéfico para quem está a orquestrar tudo isto”. (Comparando este processo ao dos Távoras, acrescenta):
“- Sabia que não foi feita revista, ao jipe, para não fragilizar a teoria da fuga?
- Sabia que a “famigerada casa de Elvas” foi alvo de mais de seis reconhecimentos? Explicando melhor: que foram indicadas outras “casas de Elvas” e elaborados os sucessivos autos de reconhecimento, que depois foram destruídos (…)?
- Sabia que foram convocados e ouvidos, no espaço duma semana, mais de cem jovens e que só foi formalizada a audição dos que acederam admitir que conheciam Carlos Cruz?
- Sabia que foram fornecidos elementos relativos a Carlos Cruz, tais como um número de telemóvel?
- Sabia que foi proposto, ao Carlos Silvino, depor, em tribunal, de forma a suscitarem dúvidas quanto à sua imputabilidade, caso ele acedesse a incriminar Carlos Cruz e um determinado número de pessoas ligadas ao Partido Socialista?
- Sabia que a jornalista Felícia Cabrita se encontra regularmente com o inspector (…), que permutam informações e planeiam, em conjunto, esta ou aquela acção?
- Sabia que esta jornalista ouviu as gravações das escutas?”
Informava ainda que a Direcção da PJ foi alertada para tudo isto. Estávamos em Julho de 2003. Também denunciava a “destruição”, pela sra. Coordenadora (…), em conluio com o inspector (…), das “fichas de dezenas de jovens prostitutos, a maior parte deles oriundos da Casa Pia”, que surgem, agora, em entrevistas, nos canais televisivos. Esses jovens, e o seu aliciamento à prostituição, foram investigados nos anos de 1996, 1997 e 1998. Nessa altura, foram identificados, como “clientes” desses menores, um juiz da Boa-Hora, dois indivíduos do mundo do espectáculo, um deputado europeu do PSD, um jornalista e algumas figuras do “jet-set”. Nunca foi referido o nome de Carlos Cruz, apesar de ele “estar na berra”, por ser apresentador do “1,2,3”.
Nessa investigação (…) foram recolhidos depoimentos, apreendidas dezenas e dezenas de cassetes com filmes pornográficos, em que os actores eram essas crianças. No programa “SIC 10 horas” do dia 04 de Abril de 2003, foi entrevistada a mãe duma dessas crianças, que surgem nesses filmes. (…) A ordem da Sra. Coordenadora (…) foi para parar essa investigação.”
O autor não se identifica para não arriscar prejudicar a sua carreira e, pelo mesmo motivo, não entrega alguns elementos de prova.
Transcrição de Carta (II):
Penso que, no ano de 1996, a brigada da chefe (…) apanhou o que ela chamava “a ponta da meada” e começou a investigar o braço de uma rede de pedofilia. Os miúdos eram quase todos prostitutos no Parque Eduardo VII, Jardim de S. Pedro de Alcântara, Restelo. E quase todos tinham passado pela Casa Pia, ou por centros de acolhimento da Misericórdia (…). Os menores indicaram, nessa altura, as casas para onde eram levados, em viaturas particulares, e foram feitos reconhecimentos. Essas casas eram no Restelo, em Cascais, em Coruche.
Sentimos um certo orgulho quando, uma noite, demos “um flagra” a um deputado europeu. Ele ficou tão amedrontado que nos acompanhou até à polícia. Mas fomos surpreendidos quando foram dadas ordens, à chefe, para esquecer aquela “personagem”. (…) Acho que ela não terá obedecido e começaram os problemas: foi imediatamente substituída por (…), que terminou o curso nessa altura. A preocupação prioritária dele foi mandar retirar esse ficheiro. Nessa altura “desapareceu” uma colecção de fotografias, de nus, que tinham vindo duma residência onde foi assassinado um indivíduo do “jet-set”.
Esta carta continua com muita outra informação, e alude também ao facto de o chefe (… "dias André?") não ter sido “alheio” ao episódio que levou o Dr. Fernando Negrão, que o tinha suspendido, a sair da PJ.
Eis outra citação:
O mês de Dezembro decorreu com o processo fechado à chave e com “misteriosas” reuniões entre os dois elementos da PJ e o magistrado. (…) No início de Janeiro, já “estava em campo” a jornalista Felícia Cabrita (sempre ela!!!, digo eu) que tinha a seu cargo “criar situações” e controlar a publicação das notícias, que foram logo definidas como “intoxicação”; baralhar para confundir. (…). Próximo do final de Janeiro o chefe (…) acabaria por revelar que um dos “alvos” era Carlos Cruz. A Dra. (…) deu conhecimento ao Director do Departamento, Dr. Artur Pereira. (…) Foi convocada uma reunião (está registada no secretariado do Director) que ocorreu a 30 de Janeiro (…). O Director, perante as “ditas” provas, considerou que eram insuficientes (…). A insistência e arrogância de (…) levaram a que o Dr. Artur Pereira desse uma ordem: nada de detenções, nada de vigilâncias ou perseguições, até ser recolhida prova credível. No dia seguinte “o duo” foi ao DIAP falar com o Dr. Guerra, dizer que a Direcção da PJ queria encobrir Carlos Cruz (…) no meio de muitas ameaças, mais ou menos veladas, o DIAP avocou o processo, para “garantir transparência na investigação”. A Dr. Salvado, contrariando as instruções da ministra) destacou funcionários. Não foi o DIAP que os pediu, foi ele que “decidiu” que eram destacados. (…)
Quando foi formalizado o interrogatório de Carlos Cruz, o processo não tinha as folhas todas numeradas. Faltavam números que era suposto corresponderem a depoimentos que o incriminassem e que “eles” ainda não tinham conseguido recolher
”.
Justifica-se assim o seguinte mistério, constatado quando se teve acesso ao processo: o primeiro depoimento tem a data de 2003/01/16, o segundo (onde se diz que confirma o depoimento anterior), tem a data 2003/01/03, portanto: antes do primeiro!
Colocada a questão, informaram que foi erro de dactilografia (muito erra esta gente, digo eu); que se deveria ler: 2003/03/01, o que já faria sentido. Só que, neste depoimento, o jovem prontifica-se a “fazer o reconhecimento” dos locais. Mas, o auto de reconhecimento tem, por extenso (sem hipótese de erro de dactilografia), a data de 2003/02/03 (três de Fevereiro). Pergunta-se: como é que se prontifica a fazer uma coisa que já tinha sido feita há quase um mês? (a mentira tem, sempre, perna curta, digo eu!)
Voltemos ao conteúdo da carta:
Com um sorriso mesmo sacana, o chefe (… "Dias André?") explicou que não o tinham revistado, nem apreendido nada que estava no jipe, nem ido à procura de agendas ou computadores; porque, se revistassem o jipe, via-se logo que ia apenas de fim-de-semana e isso não convinha. Idem em relação à casa e ao computador. Isso é que tinha sido “inteligente”, porque, como não o fizeram na altura, podem sempre dizer que foi uma falha, que a família aproveitou para destruir ou esconder as provas, e até para limpar o computador. Disse ainda, o chefe (…) que “aquilo que vai contar é o que dissermos e só se fôssemos malucos é que íamos fazer buscas e apreensões que iam estragar tudo”. (…). O chefe (…) mandou-o calar e disse que os advogados não sabem isso e que “a investigação” vai defender, no processo, que a prova que não conseguiram recolher, em tempo útil, foi destruída pelos familiares.” Fim de transcrição!
(Esta acusação é assim: eles pensam, logo as provas existem! Gente poderosa! Digo eu.)
Transcrição de carta (III):
Vive-se aqui (na Polícia Judiciária) um clima (…): há silêncios, conversas em voz baixa, e mesmo quem não hesite em dizer que sente medo. Todos desejam que Carlos Cruz seja culpado ou, pelo menos, que venha a ser condenado, porque receiam o impacto negativo que terá a sua libertação ou absolvição. Ninguém lhe deseja mal, mas todos temem que o fracasso da investigação descredibilize a PJ e redunde na, temida, fusão com a PSP.” (Francamente, a gente lê e não acredita: como é possível um tão baixo nível intelectual, social, tamanha falta de idoneidade, na Polícia Judiciária???).Vai ser complicado quando o juiz Rui Teixeira e os outros juízes virem, finalmente, as tais “crianças molestadas” e se aperceberem que são, afinal, matulões, com aspecto rasca, “batidos” na vida. Até os “peritos” do Instituto de Medicina Legal ficaram chocados com as reacções e as “bocas” ordinárias dos que foram sujeitos a exame médico. Todos eles andam “nessa vida” há anos e estão habituados a chantagear clientes. (…) Como, à data em que o chefe (…) e a CIC (…) pegaram no processo do Carlos Silvino, já a maior parte destas “crianças” não estavam na Casa Pia, vai ser complicado explicar como é que os localizaram, para prestarem depoimentos; até porque nada foi pedido, à Casa Pia, e esta nada informou. Os outros processos, em que qualquer um deles já foi ouvido, andam, neste momento, “a navegar”. Se for pedir para os consultar verá que foram requisitados, ou não são localizáveis. (…) Dois dos “inspectores” disseram-nos que o chefe (… "Dias André?") e a CIC (…) falam primeiro com estas “testemunhas” a sós. Depois pedem a um dos inspectores que faça o auto (…). O Chefe vai entrando, vai lendo o que está escrito e vai dizendo que falta isto ou aquilo, que o “puto” já lhe tinha dito. É uma macacada.
(…) Uma das pessos que “preocupa” o chefe é o “Joel”, porque se recusou a indicar o nome de Carlos Cruz, apesar dele, chefe (…), ter tentado, insistindo e voltado a insistir para que o fizesse. Os outros putos disseram-lhe (ao Joel) que ele era parvo em não alinhar, porque só tinha a perder. Eles iam dizer que tinham estado com Carlos Cruz e com mais umas pessoas importantes e iam “ficar bem na vida”.
Fim de transcrição!
A carta termina com “histórias” de dois dos investigadores-estrelas. Uma de sexo e outra que tem a ver com um cidadão chamado Timóteo que terá sido “forçado” a “suicidar-se”.
Nova carta que “avisa” sobre os objectivos da recolha de depoimentos “para memória futura”.
Transcrição de carta (IV):
Nem os espectáculos das orquestras filarmónicas têm tantos ensaios como os “treinos” que estão a dar aos “acusadores”. Fizeram uma lista de perguntas possíveis e treinam “os meninos” até para eles não se “desmancharem”. Fim de transcrição.
Transcrição de carta (V):
O Chefe (…) diz, à boca cheia, que anda à caça: (…) de quem o “anda a tramar”; dos Directores que não o apoiam; de novas provas; de indivíduos que ainda vai prender, no processo. (…). O grande objectivo dele é mesmo “provar” que Carlos Cruz é culpado. Como diz, faz disso uma “questão de honra”! (Deve ser por isso, que não consegue: falta de honra! Digo eu). É a reacção dele às páginas da Internet (Muito Mentiroso) e a algumas notícias dos jornais.
Neste momento vale tudo: fez uma lista dos putos que acha “mais rijos”, de entre os que ouviu. Esses têm instruções para ameaçarem os outros, para que não deixem de falar em Carlos Cruz. (…) Nenhum de nós queria ser o jornalista holandês (Jorge Van Kriken), porque, se o chefe conseguir, vai dar cabo dele. (…) Deve estar para acontecer alguma coisa esquisita, porque hoje vai haver um encontro com Felícia Cabrita”.
Transcrição de carta (VI) (última):
Ando muito assustado, porque o poder dos que protegem os “superinvestigadores” é ainda maior do que eu pensava”. (Pois a mim não me surpreende a descoberta, porque vi “o filme todo” desde o início).
“Chego a ter pena dos rapazes do Parque, porque ele (…) gaba-se que os vai “espremer até ao tutano”. Já os dividiu em grupos: Uns são os que não se importam de “alinhar”, em troca de dinheiro e protecção. Os outros, que disseram logo que era mentira, andam a ser perseguidos e já não têm sítio onde “parar”. Têm medo de estar no Parque; têm medo de ir ao Bairro Alto e andam a dormir em carros. Consta que há alguns que querem prestar declarações, para dizerem que é tudo mentira, mas não sabem com quem devem ir ter.
Um colega contou que o chefe (…) também sabe da existência destes e anda a “tentar agarrá-los”. Ele só abanou com o blog “MuitoMentiroso”. Parecia estérico. Berrava, ao telefone, com um amigo que tem, na brigada dos crimes informáticos, porque não percebia porque é que não lhe obtinha o endereço. Disse, para quem o quis ouvir, que, assim que soubesse quem era, lhe “cortava o pio” de vez.
Dois dos putos (do Parque) tiveram como “cliente” o cunhado do Procurador Geral da República; e, por isso, o chefe (…) decidiu não arriscar e eles não vão ser arrolados como testemunhas.
Por azar, um dos investigadores que do caso do cunhado do Procurador, trabalhou no processo do Parque e identificou logo a história, Foi burro e comentou com o CIC (…) que ficou preocupado. É que ele já tinha prometido, ao PGR, que não haveria “danos colaterais”. Claro que falou logo com a CIC (…) mas ficou mais tranquilo quando ela lhe disse que o Processo do Parque e o ficheiro “estavam controlados”.
E acaba aqui as transcrições das referências feitas no Livro do Sr. Carlos Cruz à existência destas cartas.
Apetece-me fazer algumas perguntas. Como vêem, as cartas estão cheias de reticências; são nomes que faltam , histórias que não são contadas, etc.
Porque é que o Sr. Carlos Cruz, apesar de tudo, acha que tem o direito de saber coisas que os outros cidadãos não podem saber? Todos os segredos (e estes em particular) são extremamente reaccionários e não se admitem, em democracia. É que não é preciso ser nenhum perito para avalizar a verosimilhança de tudo isto (e de muito mais). Apetece dizer: quem o inimigo poupa… Pois! Eu sei! Este “inimigo” é, principalmente, nosso, de todos os cidadãos, mas isso não diminui as responsabilidades de quem sabe e oculta.
Todos sabem que a limpeza que foi feita na PJ, há largos anos, dos traficantes de droga, ocorreu porque um advogado, em boa hora, foi suficientemente digno para comunicar o que sabia e era passível de investigação e procedimento criminal.
E este advogado? O destinatário destas cartas aqui descritas? Não devia ter feito o mesmo? Pois, nós sabemos “o inimigo” é nosso, não é seu, mas foi o sr. Advogado que recebeu as cartas e tomou conhecimento! Devia ter feito uma participação, dos factos constantes em cada carta recebida, anexando-as, quando deixou de as receber. Isso faria com que outros cidadãos, com mais coragem, não ficassem a "falar sozinhos". Isso é que era ser honesto e digno, em vez de ir “chorar lágrimas de crocodilo” para a televisão. É que, com muito menos motivo do que os que constam dessas cartas, esteve o seu cliente preso durante 15 meses. É caso para dizer que, quem tem defensores assim, nem precisa de acusadores!
Ou então, quem é que deve denunciar e participar este tipo de coisas? Eu? Tenho algum cargo, ou tive algum conhecimento directo que me obrigue a tal? Ou vamos ficar eternamente nas mãos de agentes da justiça criminosos, apenas porque todos sabem, todos calam, todos consentem? Por medo? Meu Deus! Isso não é medo é cumplicidade com a perfídia, com os crimes mais abjectos!
E os políticos? Todos os políticos? Que sabem disto tudo, mas calam, consentem? Vêm agora pedir votos? Praticar ou encobrir coisas destas é acto que os cidadãos não devem perdoar...

2004-11-24

As denúncias do "Muito Mentiroso" - Processo Casa Pia

Passado mais de um ano, é caso para perguntar: o que foi feito? Como o agravamento da nossa degradação social demonstra, foi feito NADA! Por isso permanecemos mais desesperados, com menos esperança, sem ver caminho para o futuro, mais reféns de toda esta infâmia!
Isto não pode continuar assim. Esta luta é de todos, ou nunca será vencida!
Segundo indaguei, junto de jornalistas, e tem sido confirmado, de forma velada, por alguns comentadores televisivos, este documento começou por ser enviado às entidades nele referidas, no primeiro semestre do ano de 2003. Depois foi enviado a todos os órgãos de comunicação social e agências noticiosas. Tendo sido, igualmente, ignorado, apesar da gravidade (e verosimilhança) do seu conteúdo. Finalmente, foi publicado num “blog” conhecido pelo nome de “MUITO MENTIROSO”.
Como, até agora, apesar de ser facilmente constatável a veracidade do seu conteúdo, (que transparece, todos os dias, na nossa negra realidade) não mereceu a atenção que merece, como se pode verificar pela continuidade desta nossa escabrosa realidade, de todos os dias, aqui fica, novamente, à atenção de todos. Solicito que sejam feitas cópias e enviadas a todas as entidades e a todos os endereços de “e-mail”, dos vossos contactos.
Não pode ser assim! Um documento tão importante não pode ser ignorado, enquanto a nossa vida comum se continua a degradar, devido às situações escandalosas que relata e em que "tropeçamos" todos os dias. Esta bandalheira tem de acabar!
Relatório do GOVD
Que dizem integrar elementos da PJ e SIS
Transcrição:


Alguns dos "danos Colaterais" desta conspiração em entrevista no youtube


“Para:
Presidente da República / Primeiro-ministro / Ministra da Justiça / Procurador Geral da República / Juiz Rui Teixeira / Presidente do PSD / Dr. Pedro Santana Lopes (PSD) / Secretário Geral do PS / Presidente do CDS // Secretário Geral do PCP / Dr. Francisco Louça (BE) / Dr. Adelino Salvado, Director Nacional da PJ,

Somos o GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática. Somos um grupo de cidadãos, homens e mulheres, que integre também vários profissionais das Polícias e Serviços Secretos Portugueses. Somos democratas e defendemos um Estado de Direito, em que as polícias devem estar ao serviço da comunidade, para proteger o Estado e os cidadãos. Para isso têm que estar ao serviço duma Justiça Verdadeira. Somos contra a corrupção, extorsão, calúnias e contra o uso do crachá para benefícios próprios… Infelizmente, somos necessários e temos que usar a clandestinidade.
Em relação ao processo “Casa Pia”, chegou a altura de dizer “BASTA!” e denunciar a teia que se construiu à volta de alguns cidadãos inocentes; e que continua a ser “tecida” com os dados viciados, de algumas pessoas da Polícia Judiciária (constituídas em Associação Criminosa, com ramificações a várias actividades ilícitas) e do Ministério Público.
Os verdadeiros pederastas e traficantes andam à solta, na Casa Pia, no Governo, na Comunicação Social, na Magistratura e na Alta Sociedade. Este processo chegou a uma situação insustentável e sinistra. Por isso decidimos actuar! Por enquanto, junto de altas entidades responsáveis; seguidamente iremos para a Comunicação Social Portuguesa e estrangeira.
Comecemos, este relatório, pelo ano de 1996:
Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade pedófila, no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos, com envolvimento, preponderante, de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a investigação, dizendo, a Ana Paula, que era uma questão “muito perigosa”. Esta, no entanto, continuou; e organizou um ficheiro dos miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht “acompanhava” os alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante. Ana Paula recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito”. Não obedeceu totalmente e, como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos. Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”.
Quatro ou cinco anos mais tarde, (no início deste século, portanto) foi “apertada” pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe Basílio, também do SIS, que queriam “informações” sobre o caso dos miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a homossexualidade. Ele, e colaboradores, andaram a entrevistar miúdos e adolescentes, nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias. Chegavam a mostrar fotografias. Depois deste “aperto”, Ana Paula pediu a transferência para o terrorismo.
Depois de colocarem Ana Paula “na prateleira”, nomearam Dias André. Este enriqueceu rapidamente, comprando mesmo uma moradia, no valor de cem mil contos. A sua ligação ao tráfico de droga, “oficial”, dentro da PJ e/ou a chantagem com material pedófilo, justificam bem o seu valioso património actual (oficial e clandestino), que está muito acima do milhão de contos. De sublinhar que tem mesmo um processo por extorsão. Este património é, no entanto, inferior ao de Dias Costa (reformado tão depressa), ao do seu chefe Paulo Rebelo (vários milhões de contos), que é afilhado de Laborinho Lúcio, Luís Neves Baptista, Ilídio Neves Luís, etc. Este é outro “filme”, com actores que são comuns.
Quando foi nomeado, Dias André mandou retirar, rapidamente, o “dossier do Parque”. Entretanto, “desapareceu” também, um conjunto de fotografias de miúdos nus, numa residência situada em Cascais, onde foi assassinado um indivíduo do “jet-set” (Burnay). Dias André terá, no entanto, guardado parte do ficheiro, que está agora atentar utilizar no Processo Casa Pia, para forjar provas e para encontrar jovens que testemunhem, com mentiras.
O que é notável é que Dias André foi suspenso por extorsão (trabalhando em conjunto com o seu irmão da PSP) e, mesmo suspenso, frequentou o curso para a chefia. Dependendo (só em teoria, porque ele próprio afiram que manda nela) da coordenadora Rosa Mota, pediram-lhe para levantar a suspensão. Fizeram este “pedido”, à coordenadora, entre outros, o Dr. Gonçalves Pereira e Bonina, o Procurador-Geral e adjunto Agostinho Homem e o Juiz Desembargador Trigo de Mesquita (sorteados para analisar os recursos de Carlos Cruz e Paulo Pedroso, como nos sorteios dos árbitros de futebol).
Foi o Dr. Fernando Negrão, apoiado pela Dra. Leontina, que ainda é Sub-directora, quem manteve a suspensão. Pagaria caro, mais tarde, pela mão do Dr. Cunha Rodrigues.
Dias André foi “introduzido”, no meio jornalístico, por Moita Flores e pelo inspector-chefe Teixeira. Assim conheceu a sobrinha de Cunha Rodrigues, no Diário de Notícias (que veio a ser testemunha-chave, contra o Dr. Fernando Negrão); Jorge Soares, do Correio da Manhã (que tem, hoje, como “braço armado”, Octávio Lopes, com a cumplicidade de Octávio Ribeiro); Felícia Cabrita, do Expresso e da SIC; Paula Crvalho, do Público. Entretanto, um tal Câmara, do Diário de Notícias, foi identificado pelos miúdos. O caso (mais este) também foi “abafado”. A Paula Casou com um elemento da Brigada. São visita da casa de Pedro Strecht.
Felícia Cabrita, dormindo com o inspector-chefe Teixeira e com Orlando Romano, foi autorizada a acompanhar a Brigada de Homicídios. Começou assim, Felícia Cabrita, (muito através da sedução, como ela própria confessa, publicamente) a ter responsabilidades e protagonismo na “criação” de factos e de histórias, que vêm a culminar no Processo Casa Pia, actuando como “braço direito” de Dias André, com quem anda, frequentemente, no carro da PJ e não só.
Depois de Cunha Rodrigues ter “abatido” Fernando Negrão e “escondido” muitos processos da Alta Autoridade Contra a Corrupção (quando esta foi extinta), estes foram utilizados, como chantagem, sobre muitas pessoas da vida política, económica e financeira. Rosa Mota e Dias André são catapultados para o topo.
O Dr. Bonina faz uma reestruturação e, para surpresa de todos na PJ, Rosa Mota é colocada nos “crimes sexuais” sem qualquer experiência de investigação (o seu currículo era mais de colaboração com a Interpol). Assim, fica nas mãos de Dias André, que ela, estranhamente, leva consigo, transformando-se, rapidamente, em sua “marioneta. Leva-o para todas as reuniões e é ele quem fala. Perdeu todo o respeito da PJ e é, hoje, motivo de galhofa. Dela se contam várias histórias e anedotas, nomeadamente sobre a sua vida sexual de lésbica.
Dias André é perigoso! Lança mão de todos os meios, principalmente os ilícitos, para atingir os seus fins. Desobedece, livre e impunemente, aos Chefes e Directores. Chegou a gabar-se de “estar a fazer a cama” à sub-directora Dra. Leontina, que foi, durante muitos anos, coordenadora dos crimes sexuais, inclusivamente quando aí trabalhava o agente Caetano (que interveio no processo de 1982, da casa de Jorge Ritto).
Caetano cumpriu, entretanto, oito anos duma pena de doze, por extorsão. Suspeita-se que, recentemente, tenha recebido bastante dinheiro, de Dias André, para dizer que os miúdos que referiram Carlos Cruz, em 1982, eram credíveis. Mas a história é outra: ele disse, aos colegas antigos, que “os putos tinham tentado incriminar figuras públicas, como Carlos Cruz, mas era tudo mentira”. Até conseguiu identificar, segundo contou, o indivíduo que se fazia passar por Carlos Cruz, porque achava graça que os miúdos o confundissem.
Dias André gosta de beber. E, “com os copos”, fala bastante. Foi “com os copos” que disse, a quem o quis ouvir, que: “graças ao Moita Flores, tinha encontrado, no Alentejo, um processo antigo, que provava que, o grande amigo e assistente de Carlos Cruz, “comia” putos”. E, também “com os copos”, disse, a um colega, que andava atrás de Carlos Cruz.
Em Janeiro de 2003, Dias André disse, à Dra. Isabel Polónio, que ia fazer prisões. Que ia “tirar o ar” às suas vítimas, para que elas reagissem. Os que “se mexessem” eram presos.
Felícia Cabrita já tinha o “seu papel” definido: criar situações e controlar a publicação de notícias, para intoxicar; baralhar para confundir. Também nessa altura, esta “jornalista” teve um encontro com o Eng. Paes do Amaral, patrão da TVI (ligação à Moderna, lavagem de dinheiro, ligação à Colômbia e homossexualidade). Tinha, assim, na mão a TVI e o Portugal Diário na Internet, que começaram a contradizer o que tinham ouvido antes, sobre a inocência de Carlos Cruz, nos depoimentos já obtidos.
Diz-se mesmo (não confirmado) que existem fotos de Paes do Amaral com miúdos. Por isso é chantageado e chantageável. Paga, e põe a TVI ao serviço da “jogada”. Entrou em “pânico” quando soube que Sá Fernandes (avençado da TVI) ia ser odvogado do apresentador. Ele, Dias André, João Guerra, Catalina Pestana e Octávio Lopes, tentam retirar Sá Fernandes da defesa de Carlos Cruz.

As “estratégias” das duas prisões de 31 de Janeiro de 2003
Com Hugo Marçal foi usada a “técnica” de o assustar: com várias ameaças, pelo telefone. Mas, ao contrário do que se esperava, Marçal não fugiu.
De Ferreira Dinis encarregou-se Felícia Cabrita, que levava dois planos: pagou a um miúdo para bater à porta do médico. O miúdo receberia mais, se chegasse a ter alguma intimidade com Dinis. Não resultou. E parece que há testemunhas que foram à PJ declarar que viram, a Cabrita, a pagar. Resta saber onde estão estes depoimentos.
Felícia avançou, então, para o “plano B”: simulou que a estavam a tentar atropelar (como foi visto na SIC). O miúdo, assustado, confessou conhecer, a Cabrita, através de Dias André.
Quanto a Carlos Cruz, a Dra, Isabel Polónio deu conhecimento ao Director, Dr. Artur Pereira. Dias André não contava com isso. Aquele convocou uma reunião para o dia 30 de Janeiro. O duo Rosa Mota / Dias André, não levou o processo. Limitaram-se a dizer que três testemunhas reconheciam Carlos Cruz e que o Ministério Público já tinha decidido passar os mandados de detenção. O Dr, Artur Pereira “não engoliu”. Disse que as provas eram insuficientes e que a investigação devia prosseguir.
Também se falou de Políticos e Ministros e o Director Nacional foi informado. Dias André, com a sua arrogância, irritou o Dr. Artur Pereira, que deu uma ordem: _ “nada de detenções; nada de vigilâncias ou de seguir pessoas, até prova credível.
Nessa noite, reuniram-se, de emergância, Rosa Mota, Dias André, Moita Flores e Felícia Cabrita. E ainda nessa noite, Dias André reuniu-se com o Dr. Agostinho Homem, procurador-geral adjunto.
No dia 31, “o duo” foi falar com o Dr. João Guerra, no DIAP. Fizeram “queixa” da Direcção Geral da PJ, que diziam querer proteger Carlos Cruz. Nesse dia, essa versão foi “vendida” ao Procurador Geral. Este resolve falar com o Director Geral da PJ apenas na segunda-feira, já depois das detenções. O DIAP, depois de grandes discussões, avocou o processo; e o Dr. Adelino Salvado (contra as instruções da ministra), com medo, não se sabe de quem, ou de quê, destaca funcionários. O Dr. João Giuerra passa a ter instalações e carros da PJ. Quando lhe são recusados mais meios, ameaça a PJ, acusando-a de “colocar entraves à investigação”. Não esquecer que é paranóico e esquizofrénico. E também violento, como o provam as queixas da sua mulher, que chegou a agredir enquanto grávida. O seu processo de divórcio é um monumento ao sadismo. Tem um “estranho” ascendente sobre Souto Moura. Não se sabe porquê, mas o PGR teme-o.
Na PJ, sabe-se que “a bronca vai estoirar”. Há “ratos” que “querem abandonar o barco”.
Carlos Cruz foi preso, no Algarve, no meio de uma “comédia” inventada por Dias André, com a aprovação de Rosa Mota, assim:
À porta de casa de C. Cruz, estava, de vigia, o inspector José Carlos Rualde. Quando viu o jipe sair, com alguma bagagem, deu o alarme de que Carlos Cruz ia fugir. Como não conduz, só meia hora depois saiu uma mota, de Lisboa, com o inspector Macatrão que, para recuperar o atraso, teve de ir a mais de 200 km/h. Rosa Mota avisou a GNR. Como, mais tarde, este inspector quis desmentir que Carlos Cruz fosse a 200-250 Km/h, foi transferido, da brigada de vigilâncias. Esta mota tem “via-verde” e os telemóveis, utilizados nessa noite, estão em nome da Polícia. Não sabemos se os extractos estão guardados, ou se, como é normal, quando convém, “desapareceram”.
A partir desse dia, Felícia Cabrita selecciona as notícias e as “fontes”, como estava planeado; mesmo as que eram para ser publicadas noutros jornais, como o DN e o Público (conforme ligações já descritas). Assim apareceram as notícias sobre “os movimentos de grandes somas de dinheiro, para o Brasil”, que terão sido referenciados, à Cabrita, por Carlos Mota, que, afinal, eram pagamento de impostos; bem como “os cartões de crédito, numa lista do FBI, para pagar “sites” com materiais pedófilos e pornográficos”. Existia, nessa lista, um cartão em que dois dos nomes coincidem, mas Dias André sabia que não era Carlos Cruz. Até já tinha consultado a UNICRE, antes da detenção.
Quando Carlos Cruz foi interrogado, pelo Juiz Rui Teixeira, o “processo” ainda não tinha as folhas todas. Ficou espaço, na numeração, para algumas, que era suposto corresponderem a depoimentos, que o incriminassem, que ainda não tinham sido recolhidos. Nos quinze dias seguintes à detenção, “desfilaram”, pela PJ, dezenas de potenciais testemunhas, a quem foi mostrada a fotografia de Carlos Cruz; e a quem foi perguntado se ele já os tinha “comido”. Este facto pode ser comprovado através das respectivas convocatórias; ou pelos verbetes de entrada, que são recolhidos, de novo, à saída, para arquivar. Isto, se ninguém “fez desaparecer” esta parte do arquivo, como já sabemos que é prática. Dentre estas “testemunhas”, há as que entraram na PJ, saindo do carro de Dias André.
Depois desta “triagem” “aperfeiçoaram” os depoimentos dos que “aceitaram” dizer que sim. Estes vivem ou dormem em casas que a PJ tem, permanentemente, alugadas, ou no Centro de Estudos Judiciários. Os seus depoimentos são treinados por Pedro Strecht, que é outra figura central sob ameaça. Nos depoimentos não há datas precisas, para não correr o risco de, nesses dias, Carlos Cruz poder demonstrar que estava noutros sítios. O Fábio (a quem chamam Joel), o jovem que denunciou o Bibi, foi marginalizado, inclusive por Catalina Pestana e pelo próprio Ministro Bagão Félix.
Um nome que não aparece, referido por estas “testemunhas”, é o do Juiz Caramelo, do Tribunal da Boa Hora. Estes miúdos gabaram-se, inclusive, que ele chegou a intervir, em julgamentos em que estiveram envolvidos, e que os absolvia, com medo de que “abrissem a boca”. Curiosamente, um dos grandes amigos do Juiz Caramelo, nesse tribunal, era o Juiz Trigo de Mesquita.
Todos os actuais prostitutos, que passaram pela Casa Pia, a referiram como “um grande bordel”!
Os interrogatórios feitos aos alunos da Casa Pia foram bastante violentos, ao contrário do que dizia Pedro Namora. Alguns recusaram-se a voltar à PJ, devido a esse facto. Dias André usava a “técnica” de dizer: “o melhor é confessares, porque o teu colega já contou tudo”; conjuntamente com a técnica do “polícia bom / polícia mau”, a interrogar e ameaçar Carlos Silvino, para o obrigar a afirmar que conhecia Carlos Cruz.
No início, chegaram a pôr a hipótese de apontar a casa de Carlos Cruz, como local dos abusos e orgias; mas desistiram, porque era demasiado arriscado, corria o risco de “não pegar”, vivendo ele com a mulher e a filha bebé. Chegaram a procurar fotos do interior da casa, em revistas da especialidade, para ser descrita pelas “testemunhas”.
A detenção está “cheia de falhas”, que foram planeadas: ninguém verificou se ele transportava remédios em quantidade suficiente; se levava passaporte, ou dinheiro suficiente, para evitar levantamentos que o denunciassem; se tinha agenda, o que ela continha; se levava muita roupa… Não lhe ficaram com o computador portátil; não verificaram o que continha; não foram logo a casa dele.
Dias André considerou “uma ideia brilhante” não fazer nada disso, porque podia depois assumir como falha, que permitira a “destruição” das provas. Chegou a afirmar: “só se fôssemos loucos é que íamos fazer buscas e apreensões, que iam estragar tudo”. É inconcebível tanto primarismo e ignorância juntos, num inspector da PJ; nem sabe que se podem ler ficheiros apagados.
Dias André tentou manipular fotos, de modo a conseguir alguma imagem, em que Carlos Cruz aparecesse com crianças, a partir, inclusivamente, dos ficheiros do “processo do Parque”, que ele possui, para fins privados. Estão a ser utilizadas algumas dessas fotos. O Director Nacional foi informado da “destruição” desses ficheiros, mas a única “testemunha” é Dias André e, eventualmente, Rosa Mota, o que dá no mesmo. Óptimo material para chantagem e extorsão, em que Dias André é “especialista”. Além de droga, é claro!
Por causa disto tudo, há uma rapariga que pediu para sair da “equipa”. Anda tão assustada que nem fala com os colegas. Suspeita-se que devido a ameaças do “duo” Dias André / Rosa Mota.
Nota: Moita Flores tem uma ligação estranha com Dias André; por um lado toma posições, públicas, de defesa da inocência de Carlos Cruz; por outro lado tem uma empresa que usa para “limpar” crimes, juntamente com o seu sócio e “líder espiritual” Marques Vidal. Tem um outro líder: um tal Santinho Cunha. Por exemplo, na Alexandre Herculano, há vários processos por corrupção, que estão “congelados”. Os patrimónios de Moita Flores e de Marques Vidal são incalculáveis. O primeiro acompanhou, desde sempre, ete plano de Dis André, Rosa Mota e Felícia Cabrita; parece que tem alguma simpatia por Carlos Cruz, mas não hesitou em deixá-lo cair. Consta que o seu interesse, neste caso, era oferecer os serviços de “protecção” da sua empresa, a políticos do PS. Tentou, várias vezes, falar com Ferro Rodrigues, com esse objectivo. Como não conseguiu, Paulo Pedroso está preso. Também foram mostradas, aos miúdos, fotos de João Soares e de José Sócrates, pelo menos. Suspeita-se que estes tenham preferido pagar, para não ir fazer companhia a Pedroso, ao contrário de Ferro Rodrigues que, no plano inicial, é que seria o detido, em vez de Pedroso.
A ligação Dias André / Moita Flores vem de longe, bem como a “prestação de serviços” deste, a “limpar” crimes, a bom preço. Veja-se o caso de Eurico de Melo, a quem roubaram a pasta, com cartas comprometedoras sobre as suas actividades pedófilas e homossexuais.
Dias André e Moita Flores estavam entre os “tipos” que “encontraram” a mala. Quando este caso (Casa Pia) “rebentou”, Moita Flores apressou-se a escrever, no Diário de Notícias, que a mala era do Engº Sousa Gomes, e que apenas continha um discurso. Impõe-se perguntar: porquê escrever isto num artigo, que nem sequer estava inserido na crónica que tinha no DN? A resposta é óbvia: para proteger o seu “cliente” Eurico de Melo.

Vamos então a outra faceta desta história!
Já vimos que Carlos Cruz era alvo de Dias André, que disse que o ia “apanhar”, por o ter visto a chorar, na televisão. Por outro lado, as ligações, embora pontuais, a José Sócrates (euro2004) e a João Soares (eleições para a Câmara de Lisboa), colocam-no na área dos partidos políticos a desacreditar. Neste “filme”, ele é, afinal, “o homem errado, no tempo errado, no lugar errado”. Está inocente!
Dias André, Rosa Mota e Catalina Pestana contam, nisto tudo, com a colaboração de Pedro Strecht. Não sabemos se ele também está a ser chantageado, por Dias André, já que é homossexual, com alguns comportamentos pedófilos. Mais do que um dos alunos que “passaram” pelo seu consultório, nestes últimos seis anos, ou mais, lhe chamam “paneleiro”. Casou há pouco tempo, à pressa, parece que para disfarçar.
Paulo Pedroso é um “caso” planeado para servir os objectivos políticos duma certa “direita”, onde se inclui a protecção de Paulo Portas. Tudo leva a crer que estão envolvidos alguns indivíduos de “peso” envolvidos em pedofilia, como por exemplo (Engº Paes do Amaral, cujas ligações a Paulo Portas são antigas; Juiz Carlos Lobo, que partilhou, regularmente, a cama com Portas e o protege). A “zanga” com José Braga Gonçalves foi encenada, é falsa, para desviar as atenções o seu envolvimento na Moderna, para o “branquear”. Foi combinada entre Braga Gonçalves e o assessor de Portas, Pedro Guerra, homem que conheceu, no Independente, que tem também fortes ligações no Correio da Manhã.
A notícia do jornal “Le Point” é verdadeira. Paulo Portas é “Catherine Deneuve” e o outro ministro é Luís Filipe Pereira que, ao que consta, se prepara para sair do governo, como fez Valente de Oliveira.
Bibi confidenciou, a pessoa da sua confiança, que Portas, Filipe Pereira e Valente de Oliveira, eram clientes de Pedro Namora, que lhes “arranjava” jovens casapianos, até “rebentar a bronca”, principalmente às sextas-feiras. A alcunha de “Catherine Deneuve” deve-se ao facto de Portas costumar ter, no carro, uma cabeleira loira.
Dias André sabe que “a zona” de Bibi, como angariador e distribuidor, era mais o Parque Eduardo VII, onde actuava juntamente com as “testemunhas” João Paulo Lavaredas, Francisco Guerra, Mário Pompeu, Francisco Andrade e Mário Necho. Todos estes são prostitutos, proxenetas, traficantes de menores; e alguns também são traficantes de droga e toxicodependentes.
Consultando a ficha de Lavaredas, na Casa Pia e na PJ, onde tem cadastro, percebe-se que se trata dum jovem violento e perigoso. O inspector Fernando Baptista recebeu, em Março / Abril do ano 2000, uma proposta de expulsão da Casa Pia. Mário Pompeu disse, à mãe, ter sido pago para acusar Carlos Cruz; e disse, publicamente, que também iria receber para acusar Paulo Portas. Márcio Necho conhece, de facto, Jorge Ritto, mas nunca viu Carlos Cruz nessas “actividades”. Mantém contactos, estreitos, com Dias André, enquanto Francisco Guerra visita, com alguma frequência, o Bibi, pra chantagear. Entre chantagens, interrogatórios com ameaças de pena máxima e também com droga, Dias André e Rosa Mota mostraram, a Bibi, fotos de Valente de Oliveira, Narana Coissoró e Mota Amaral, tudo com a cumplicidade do advogado José Maria Martins. Preparam-se para obter um “parecer” psiquiátrico, que o dê como “incapaz”. Elementos da PJ testemunharão a seu favor. É que Bibi não é um “fim”! É apenas “um meio”, que está a falhar, porque não diz os nomes que “eles” querem.
O Dr. José Maria Martins, para ganhar fama e porque está muito bem pago pelas pessoas que financiam estas operações todas (há muito dinheiro da droga), é cúmplice! Insiste que Bibi deve voltar a ser internado, em Caxias, para ser drogado. Nesse estado (drogado), dirá, ou assinará, o que Rosa Mota e Dias André quiserem. Depois é dado como incapaz, internado, e sofre pena mínima. O médico do EPPJ tem-se oposto a esse internamento. Não se sabe até quando aguentará!
Voltando a Paulo Portas! Mais uma vez, funciona a “protecção” de Marques Vidal e de Moita Flores (que esteve ligado à Moderna e é maçon). O facto é que não aparecem depoimentos a acusar Paulo Portas; nem mesmo o que foi “prometido” por Mário Pompeu. O seu nome está a ser “protegido” a troco de quê? Qual é o pagamento? Os dois, Vidal e Flores, têm a seu cargo (e bem pagos) a preparação de vários aspectos da segurança do Euro2004. Aqui entra outro “personagem” que colabora com eles: Paulo Bernardino, que foi da DINFO (actual SIEDM). Controla mais informação que o próprio Caimoto Duarte. Dias André foi motorista de Paulo Bernardino e os dois contactam-se, frequentemente, para estabelecer “estratégias”.
Pedro Namora era, pelo menos até há poucos meses, “angariador” de jovens casapianos, para figuras importantes. O que é lógico! Só um maluco é que se “ia pôr nas mãos” de um “básico” como é Carlos Silvino. Seria um risco altíssimo. Com Namora há segurança!
Entretanto ninguém se admire se Marques Vidal for o próximo director do SIS. O “polvo” fica a controlar tudo. Cunha Rodrigues não faria melhor.

Conclusão:
O processo “Casa Pia” está todo inquinado, a “matéria” de acusação foi forjada! As pessoas minimamente informadas até o dizem, calmamente, à mesa dos restaurantes. Há pessoas inocentes presas.
Não sabemos se o Dr. João Guerra é cúmplice ou manipulado. Com as suas “obsessões” é facilmente manobrável. O juiz Rui Teixeira parece ser o enganado. Se assim for, será o último a saber.
As testemunhas são falsas, mentirosas, foram treinadas, pagas com dinheiro e droga, para mentir. Esta mesmas moedas, dinheiro e droga, também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como se sabe, é público, alcoólica e cocainómana, em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão, de quem também é fornecedora.
Um dos coordenadores, desta monstruosidade, é Dias André, que tem um “currículo” impressionante: 1- Falsificação de provas / 2 – Destruição de provas / 3. Extorsão / 4. Corrupção / 5. Desobediência às chefias / 6. Ligações ao tráfico de Droga.

A droga é outra “história” muito completa. É outro “polvo” que não acabou com a suspensão de dezena e meia de agentes da PJ.
Para “abrir o apetite” e alertar as entidades máximas, deixamos algumas pistas:
- Vários barcos vão a Marrocos comprar droga. Tudo pago pela PJ;
- Há civis envolvidos, no papel de “agentes infiltrados”, mas que são apenas provocadores, na distribuição;
- Fazem-se apreensões “espectaculares”, junto dos compradores que são angariados, pelo “infiltrado”. Setúbal e Aveiro são exemplos famosos. Assim a imagem “vendida” pela PJ, de si própria, é de “grande eficácia”.
- Desviam-se alguns quilogramas, antes de chegar ao armazém. É uma espécie de “comissão” para a equipa que “investiga com sucesso”. É a herança operacional de Dias Costa. Os seus herdeiros são: Paulo Rebelo, “afilhado” de Laborinho Lúcio e chefe de Dias André, Ilídio Neves Luís, Luís Neves Baptista, etc.
Perguntamos: quem é um tal Victor Ferreira, civil “infiltrado”, íntimo de Paulo Rebelo, de quem chega a conduzir o “Alfa Romeo”? A quem pertence o armazém da droga, da PJ, na Lourinhã?
Ficamos atentos, a aguardar os desenvolvimentos desta exposição. Se tudo se mantiver, como até agora, este documento será enviado a toda a comunicação social, portuguesa e estrangeira. Não aceitamos assistir, impávidos, ao “linchamento” de inocentes. Já se foi longe demais!
Assinado: GOVD - Grupo Operacional de Vigilância Democrática.