2005-07-13

Atentados Terroristas em Londres!

Há factos que, pela gravidade que têm, para o futuro do Mundo, não é possível deixar passar em claro.
Seguindo o exemplo de vários outros blogues, aqui ficam os links para vários artigos publicados em SOCIOCRACIA, cujo conteúdo deve merecer a atenção (e a reflexão e repulsa) de todos:
Exercícios em Londres...
O estado do Mundo
Mais evidências
Atentados em Londres

2005-06-28

"Coisas" Inexplicáveis....

No post: As Denúncias do Muito Mentiroso, está, em comentário, este pedido de publicação:
Caro BLOG, nao sabendo melhor, me derijo com a identificação acima citada. Queira fazer esta minha denúncia, como parte dos seus serviços e divulgação de crimes.
Escolhi a opcção anónimo, mas não é a que eu quero, ao serem publicadas as minhas denúncias no vosso BLOG. Com a sua ajuda irá encontrar uma forma de divulgar o que denuncio e sou responsável.

Obrigado!"
Este assunto foi referido em Sociocracia, no post intitulado: Que se passa em Serra d'El-Rei, Peniche?

2005-06-13

Sobre o "arrastão" em Carcavelos.

Copiado de Sociocracia
Comentário:
"Eu não acredito que os trocos que normalmente as pessoas levam para a praia tenham resolvido o problema dos autores do assalto colectivo.
Mas no entanto tenho a convicção que este acto vai dar início a um sentimento rácico que se pode tornar perigoso, disso não tenho qualquer dúvida. Vim do interior hoje, ouvi a notícia na noite da sexta-feira e, para mim, foi revelador o sentimento que a maioria das pessoas em repúdio por esta acção. E se a mesma se voltar a repetir podes crer meu amigo que vamos assistir a retaliações que podem ser perigosas."
Amigo Raul,
não é apenas este episódio que me levanta dúvidas acerca do "envolvimento" e premeditação de gente apostada em acentuar o pânico e a desorientação das pessoas, em acicatar racismo e xenofobia, que usam esta gente, estes marginaizecos (organizadamente o que não é bem o estilo dos próprios), porque os "têm na mão" e porque eles não percebem o objectivo deste tipo de "missões".
Como sabe, já noutras alturas escrevi sobre as características de máfias que usam esta gente para os mais perversos fins, incluindo o tráfico de droga (tal como acontece no Brasil).
Há uma série de circunstâncias que fundamentam as minhas suspeitas, sendo uma delas a própria actuação das forças policiais que, a meu ver, estão de conluiu... Já nos incidentes ocorridos no Porto, aquando da vitória do Benfica, isso também foi evidente.
Há, também, outros factos que têm vindo a ocorrer, coerentes com esta minha suspeita. Se eu tiver razão (como tudo indica), estes actos inserem-se num conjunto de actuações planeadas pelo que há de mais reaccionário e criminoso, na nossa sociedade. Sendo que a condução do Processo Casa Pia se insere nesse conjunto de actos, com o mesmo objectivo que, para mim, é bem evidente. O que nos leva às cumplicidades e garantias de impunidade, asseguradas por pessoas que ocupam altos cargos, incluindo o PGR (e os que mantêm o PGR).
Por tudo isso, pode "esperar sentado" pelo resultado do inquérito, porque esse está pré-determinado...
O facto mais grave, aqui, como em muitos outros exemplos semelhantes, é a ausência de responsabilização, de exigência de eficiência, que premite tudo isto e fornece as "desculpas" aos seus mentores... Todos estes cargos (donde é possível resolver estes problemas e acabar com esta bandalheira) estão ocupados por gente envolvida e conivente com este tipo de coisas...
Porque é que vocês acham que eu insisto na exigência de demissão do PGR? Porque se nem isso se faz, a mensagem que passa, para as pessoas e para os mafiosos, é que tudo lhes continua a ser permitido, tolerado e assegurada cumplicidade, ao mais alto nível.
Quando eu digo que este país está nas mãos de criminosos também falo a sério; não estou a usar uma "figura de retórica". Tudo isto (e muitos outros incidentes sem solução) demonstram o quanto o "assunto" é sério...
Claro que, a meu ver, isto seria um bom "tema" de "Editorial". Mas eu não me atrevo a sugerir que alguém assuma, comigo, tal interpretação dos factos, por mais evidente que ela seja...
Biranta"

2005-05-11

Mensagem recebida por e-mail:

"Deve a Justiça portuguesa ser fiscalizada e responsabilizada perante o Parlamento?
Conheça o testemunho de um Magistrado vítima da "justiça" portuguesa em: www.vickbest.blogspot.com
Com os meus melhores cumprimentos"

Sem dúvida! Alguém tem de fiscalizar a justiça; acabar com a bandalheira na justiça; garantir que é, de facto, justiça; escorraçar os vários criminosos que se acoitam nos diferentes órgãos da justiça, actualmente protegidos pelo PGR, a quem o governo garante cumplicidade e impunidade.
Os deputados têm de passar a justificar os seus vencimentos fazendo algo de útil para o país, fazendo a sua obrigação!

2005-02-06

O Mais recente "coelho" tirado da Cartola!

Jorge Cleto, o agente da PJ, apresentado pela TVI, como tendo visto uma fotografia “pornográfica”, de Carlos Cruz, é descrito pelos seus colegas, como indivíduo com discurso delirante, covarde no exercício das suas funções, mentiroso. Mas há mais:

Depois de ter sido castigado, várias vezes e também transferido para funções onde a sua forma de actuar não pudesse causar tantos prejuízos, o relato que a este figurão diz respeito, termina assim:
“Aqui continua a sonhar e a inventar grandes investigações. Só que não investiga. Envolve-se com uma quadrilha de burlões especializados em firmas fictícias. Um ano e pouco depois desta última transferência é preso em flagrante delito na companhia de um dos maiores burlões da altura, o célebre burlão Jesus Carvalho, na Póvoa de Stª Iria, depois de perseguido por uma brigada da PJ de Setúbal que conduzia essa investigação.
Presente ao juiz, foi confirmada a prisão, julgado e condenado passando vários anos na cadeia. Tal facto determinou a sua reforma compulsiva. Diz a TVI que é um ‘agente reformado’, esquece-se de dizer que é ‘agente reformado compulsivamente’ ao fim de cinco anos de serviço, de mentiras e crimes.
A TVI deu-lhe espaço para pôr a correr a explicação de que fora expulso da polícia por ter ousado investigar crimes de pedofilia. É a mesma mente delirante de há vinte anos atrás. Apenas foi expulso por ser um burlão que desonrou a polícia que o tolerava.”

O texto completo está em www.reporterx.com

É apenas mais um exemplo, uma prova, de que este país está entregue a criminosos da pior espécie, que continuam a ser promovidos pelos órgãos de comunicação social (que, por sua vez, também são dominados por criminosos).
Está no seu papel, este como todos os outros que têm servido de “testemunhas”, neste processo. Quando é que a nossa classe política e as nossas instituições ganharão vergonha? Quando é que esta gente vai receber o castigo que merece? (Comunicação social incluída, obviamente). Só neste país, com uma justiça infame, é que gente assim pode pavonear-se, durante tanto tempo, ultrajando-nos a todos, sem receber o devido castigo.
A comunicação social não é obrigada a repor a verdade… Não sofre sanções por isso, nem lhes são retiradas as licenças para exercer. Estes criminosos não vão para a cadeia (são reformados, compulsivamente; passam a viver chulando-nos a todos. Grande castigo…)
E, obviamente, o país continua a afundar-se, como não pode deixar de ser, com tanta podridão, tanta falta de justiça, tanta falta de dignidade.

2004-12-05

Para Memória Futura!

Quem nos defende, a nós, cidadãos, de Inspectores policiais, juízes e procuradores criminosos?
Este blog é só para registar documentos que toda a gente quer silenciar. Aqui fica mais um:
O advogado (de Carlos Cruz) recebeu uma carta anónima, muito interessante, de alguém que parece estar por dentro da investigação. (Não foi uma, foram sete cartas anónimas, todas elas revelando uma narrativa muito coerente, complementando-se e contendo dados que se confirmaram, nos casos que conseguimos investigar).
Início de transcrição de carta (I):
Toda a investigação tem sido manipulada, para servir um propósito que ignoro. Manipulação essa que tem consistido na ocultação de prova; fabricação de outra; divulgação de dados falaciosos, para a imprensa, de modo a criar um clima de confusão, que é benéfico para quem está a orquestrar tudo isto”. (Comparando este processo ao dos Távoras, acrescenta):
“- Sabia que não foi feita revista, ao jipe, para não fragilizar a teoria da fuga?
- Sabia que a “famigerada casa de Elvas” foi alvo de mais de seis reconhecimentos? Explicando melhor: que foram indicadas outras “casas de Elvas” e elaborados os sucessivos autos de reconhecimento, que depois foram destruídos (…)?
- Sabia que foram convocados e ouvidos, no espaço duma semana, mais de cem jovens e que só foi formalizada a audição dos que acederam admitir que conheciam Carlos Cruz?
- Sabia que foram fornecidos elementos relativos a Carlos Cruz, tais como um número de telemóvel?
- Sabia que foi proposto, ao Carlos Silvino, depor, em tribunal, de forma a suscitarem dúvidas quanto à sua imputabilidade, caso ele acedesse a incriminar Carlos Cruz e um determinado número de pessoas ligadas ao Partido Socialista?
- Sabia que a jornalista Felícia Cabrita se encontra regularmente com o inspector (…), que permutam informações e planeiam, em conjunto, esta ou aquela acção?
- Sabia que esta jornalista ouviu as gravações das escutas?”
Informava ainda que a Direcção da PJ foi alertada para tudo isto. Estávamos em Julho de 2003. Também denunciava a “destruição”, pela sra. Coordenadora (…), em conluio com o inspector (…), das “fichas de dezenas de jovens prostitutos, a maior parte deles oriundos da Casa Pia”, que surgem, agora, em entrevistas, nos canais televisivos. Esses jovens, e o seu aliciamento à prostituição, foram investigados nos anos de 1996, 1997 e 1998. Nessa altura, foram identificados, como “clientes” desses menores, um juiz da Boa-Hora, dois indivíduos do mundo do espectáculo, um deputado europeu do PSD, um jornalista e algumas figuras do “jet-set”. Nunca foi referido o nome de Carlos Cruz, apesar de ele “estar na berra”, por ser apresentador do “1,2,3”.
Nessa investigação (…) foram recolhidos depoimentos, apreendidas dezenas e dezenas de cassetes com filmes pornográficos, em que os actores eram essas crianças. No programa “SIC 10 horas” do dia 04 de Abril de 2003, foi entrevistada a mãe duma dessas crianças, que surgem nesses filmes. (…) A ordem da Sra. Coordenadora (…) foi para parar essa investigação.”
O autor não se identifica para não arriscar prejudicar a sua carreira e, pelo mesmo motivo, não entrega alguns elementos de prova.
Transcrição de Carta (II):
Penso que, no ano de 1996, a brigada da chefe (…) apanhou o que ela chamava “a ponta da meada” e começou a investigar o braço de uma rede de pedofilia. Os miúdos eram quase todos prostitutos no Parque Eduardo VII, Jardim de S. Pedro de Alcântara, Restelo. E quase todos tinham passado pela Casa Pia, ou por centros de acolhimento da Misericórdia (…). Os menores indicaram, nessa altura, as casas para onde eram levados, em viaturas particulares, e foram feitos reconhecimentos. Essas casas eram no Restelo, em Cascais, em Coruche.
Sentimos um certo orgulho quando, uma noite, demos “um flagra” a um deputado europeu. Ele ficou tão amedrontado que nos acompanhou até à polícia. Mas fomos surpreendidos quando foram dadas ordens, à chefe, para esquecer aquela “personagem”. (…) Acho que ela não terá obedecido e começaram os problemas: foi imediatamente substituída por (…), que terminou o curso nessa altura. A preocupação prioritária dele foi mandar retirar esse ficheiro. Nessa altura “desapareceu” uma colecção de fotografias, de nus, que tinham vindo duma residência onde foi assassinado um indivíduo do “jet-set”.
Esta carta continua com muita outra informação, e alude também ao facto de o chefe (… "dias André?") não ter sido “alheio” ao episódio que levou o Dr. Fernando Negrão, que o tinha suspendido, a sair da PJ.
Eis outra citação:
O mês de Dezembro decorreu com o processo fechado à chave e com “misteriosas” reuniões entre os dois elementos da PJ e o magistrado. (…) No início de Janeiro, já “estava em campo” a jornalista Felícia Cabrita (sempre ela!!!, digo eu) que tinha a seu cargo “criar situações” e controlar a publicação das notícias, que foram logo definidas como “intoxicação”; baralhar para confundir. (…). Próximo do final de Janeiro o chefe (…) acabaria por revelar que um dos “alvos” era Carlos Cruz. A Dra. (…) deu conhecimento ao Director do Departamento, Dr. Artur Pereira. (…) Foi convocada uma reunião (está registada no secretariado do Director) que ocorreu a 30 de Janeiro (…). O Director, perante as “ditas” provas, considerou que eram insuficientes (…). A insistência e arrogância de (…) levaram a que o Dr. Artur Pereira desse uma ordem: nada de detenções, nada de vigilâncias ou perseguições, até ser recolhida prova credível. No dia seguinte “o duo” foi ao DIAP falar com o Dr. Guerra, dizer que a Direcção da PJ queria encobrir Carlos Cruz (…) no meio de muitas ameaças, mais ou menos veladas, o DIAP avocou o processo, para “garantir transparência na investigação”. A Dr. Salvado, contrariando as instruções da ministra) destacou funcionários. Não foi o DIAP que os pediu, foi ele que “decidiu” que eram destacados. (…)
Quando foi formalizado o interrogatório de Carlos Cruz, o processo não tinha as folhas todas numeradas. Faltavam números que era suposto corresponderem a depoimentos que o incriminassem e que “eles” ainda não tinham conseguido recolher
”.
Justifica-se assim o seguinte mistério, constatado quando se teve acesso ao processo: o primeiro depoimento tem a data de 2003/01/16, o segundo (onde se diz que confirma o depoimento anterior), tem a data 2003/01/03, portanto: antes do primeiro!
Colocada a questão, informaram que foi erro de dactilografia (muito erra esta gente, digo eu); que se deveria ler: 2003/03/01, o que já faria sentido. Só que, neste depoimento, o jovem prontifica-se a “fazer o reconhecimento” dos locais. Mas, o auto de reconhecimento tem, por extenso (sem hipótese de erro de dactilografia), a data de 2003/02/03 (três de Fevereiro). Pergunta-se: como é que se prontifica a fazer uma coisa que já tinha sido feita há quase um mês? (a mentira tem, sempre, perna curta, digo eu!)
Voltemos ao conteúdo da carta:
Com um sorriso mesmo sacana, o chefe (… "Dias André?") explicou que não o tinham revistado, nem apreendido nada que estava no jipe, nem ido à procura de agendas ou computadores; porque, se revistassem o jipe, via-se logo que ia apenas de fim-de-semana e isso não convinha. Idem em relação à casa e ao computador. Isso é que tinha sido “inteligente”, porque, como não o fizeram na altura, podem sempre dizer que foi uma falha, que a família aproveitou para destruir ou esconder as provas, e até para limpar o computador. Disse ainda, o chefe (…) que “aquilo que vai contar é o que dissermos e só se fôssemos malucos é que íamos fazer buscas e apreensões que iam estragar tudo”. (…). O chefe (…) mandou-o calar e disse que os advogados não sabem isso e que “a investigação” vai defender, no processo, que a prova que não conseguiram recolher, em tempo útil, foi destruída pelos familiares.” Fim de transcrição!
(Esta acusação é assim: eles pensam, logo as provas existem! Gente poderosa! Digo eu.)
Transcrição de carta (III):
Vive-se aqui (na Polícia Judiciária) um clima (…): há silêncios, conversas em voz baixa, e mesmo quem não hesite em dizer que sente medo. Todos desejam que Carlos Cruz seja culpado ou, pelo menos, que venha a ser condenado, porque receiam o impacto negativo que terá a sua libertação ou absolvição. Ninguém lhe deseja mal, mas todos temem que o fracasso da investigação descredibilize a PJ e redunde na, temida, fusão com a PSP.” (Francamente, a gente lê e não acredita: como é possível um tão baixo nível intelectual, social, tamanha falta de idoneidade, na Polícia Judiciária???).Vai ser complicado quando o juiz Rui Teixeira e os outros juízes virem, finalmente, as tais “crianças molestadas” e se aperceberem que são, afinal, matulões, com aspecto rasca, “batidos” na vida. Até os “peritos” do Instituto de Medicina Legal ficaram chocados com as reacções e as “bocas” ordinárias dos que foram sujeitos a exame médico. Todos eles andam “nessa vida” há anos e estão habituados a chantagear clientes. (…) Como, à data em que o chefe (…) e a CIC (…) pegaram no processo do Carlos Silvino, já a maior parte destas “crianças” não estavam na Casa Pia, vai ser complicado explicar como é que os localizaram, para prestarem depoimentos; até porque nada foi pedido, à Casa Pia, e esta nada informou. Os outros processos, em que qualquer um deles já foi ouvido, andam, neste momento, “a navegar”. Se for pedir para os consultar verá que foram requisitados, ou não são localizáveis. (…) Dois dos “inspectores” disseram-nos que o chefe (… "Dias André?") e a CIC (…) falam primeiro com estas “testemunhas” a sós. Depois pedem a um dos inspectores que faça o auto (…). O Chefe vai entrando, vai lendo o que está escrito e vai dizendo que falta isto ou aquilo, que o “puto” já lhe tinha dito. É uma macacada.
(…) Uma das pessos que “preocupa” o chefe é o “Joel”, porque se recusou a indicar o nome de Carlos Cruz, apesar dele, chefe (…), ter tentado, insistindo e voltado a insistir para que o fizesse. Os outros putos disseram-lhe (ao Joel) que ele era parvo em não alinhar, porque só tinha a perder. Eles iam dizer que tinham estado com Carlos Cruz e com mais umas pessoas importantes e iam “ficar bem na vida”.
Fim de transcrição!
A carta termina com “histórias” de dois dos investigadores-estrelas. Uma de sexo e outra que tem a ver com um cidadão chamado Timóteo que terá sido “forçado” a “suicidar-se”.
Nova carta que “avisa” sobre os objectivos da recolha de depoimentos “para memória futura”.
Transcrição de carta (IV):
Nem os espectáculos das orquestras filarmónicas têm tantos ensaios como os “treinos” que estão a dar aos “acusadores”. Fizeram uma lista de perguntas possíveis e treinam “os meninos” até para eles não se “desmancharem”. Fim de transcrição.
Transcrição de carta (V):
O Chefe (…) diz, à boca cheia, que anda à caça: (…) de quem o “anda a tramar”; dos Directores que não o apoiam; de novas provas; de indivíduos que ainda vai prender, no processo. (…). O grande objectivo dele é mesmo “provar” que Carlos Cruz é culpado. Como diz, faz disso uma “questão de honra”! (Deve ser por isso, que não consegue: falta de honra! Digo eu). É a reacção dele às páginas da Internet (Muito Mentiroso) e a algumas notícias dos jornais.
Neste momento vale tudo: fez uma lista dos putos que acha “mais rijos”, de entre os que ouviu. Esses têm instruções para ameaçarem os outros, para que não deixem de falar em Carlos Cruz. (…) Nenhum de nós queria ser o jornalista holandês (Jorge Van Kriken), porque, se o chefe conseguir, vai dar cabo dele. (…) Deve estar para acontecer alguma coisa esquisita, porque hoje vai haver um encontro com Felícia Cabrita”.
Transcrição de carta (VI) (última):
Ando muito assustado, porque o poder dos que protegem os “superinvestigadores” é ainda maior do que eu pensava”. (Pois a mim não me surpreende a descoberta, porque vi “o filme todo” desde o início).
“Chego a ter pena dos rapazes do Parque, porque ele (…) gaba-se que os vai “espremer até ao tutano”. Já os dividiu em grupos: Uns são os que não se importam de “alinhar”, em troca de dinheiro e protecção. Os outros, que disseram logo que era mentira, andam a ser perseguidos e já não têm sítio onde “parar”. Têm medo de estar no Parque; têm medo de ir ao Bairro Alto e andam a dormir em carros. Consta que há alguns que querem prestar declarações, para dizerem que é tudo mentira, mas não sabem com quem devem ir ter.
Um colega contou que o chefe (…) também sabe da existência destes e anda a “tentar agarrá-los”. Ele só abanou com o blog “MuitoMentiroso”. Parecia estérico. Berrava, ao telefone, com um amigo que tem, na brigada dos crimes informáticos, porque não percebia porque é que não lhe obtinha o endereço. Disse, para quem o quis ouvir, que, assim que soubesse quem era, lhe “cortava o pio” de vez.
Dois dos putos (do Parque) tiveram como “cliente” o cunhado do Procurador Geral da República; e, por isso, o chefe (…) decidiu não arriscar e eles não vão ser arrolados como testemunhas.
Por azar, um dos investigadores que do caso do cunhado do Procurador, trabalhou no processo do Parque e identificou logo a história, Foi burro e comentou com o CIC (…) que ficou preocupado. É que ele já tinha prometido, ao PGR, que não haveria “danos colaterais”. Claro que falou logo com a CIC (…) mas ficou mais tranquilo quando ela lhe disse que o Processo do Parque e o ficheiro “estavam controlados”.
E acaba aqui as transcrições das referências feitas no Livro do Sr. Carlos Cruz à existência destas cartas.
Apetece-me fazer algumas perguntas. Como vêem, as cartas estão cheias de reticências; são nomes que faltam , histórias que não são contadas, etc.
Porque é que o Sr. Carlos Cruz, apesar de tudo, acha que tem o direito de saber coisas que os outros cidadãos não podem saber? Todos os segredos (e estes em particular) são extremamente reaccionários e não se admitem, em democracia. É que não é preciso ser nenhum perito para avalizar a verosimilhança de tudo isto (e de muito mais). Apetece dizer: quem o inimigo poupa… Pois! Eu sei! Este “inimigo” é, principalmente, nosso, de todos os cidadãos, mas isso não diminui as responsabilidades de quem sabe e oculta.
Todos sabem que a limpeza que foi feita na PJ, há largos anos, dos traficantes de droga, ocorreu porque um advogado, em boa hora, foi suficientemente digno para comunicar o que sabia e era passível de investigação e procedimento criminal.
E este advogado? O destinatário destas cartas aqui descritas? Não devia ter feito o mesmo? Pois, nós sabemos “o inimigo” é nosso, não é seu, mas foi o sr. Advogado que recebeu as cartas e tomou conhecimento! Devia ter feito uma participação, dos factos constantes em cada carta recebida, anexando-as, quando deixou de as receber. Isso faria com que outros cidadãos, com mais coragem, não ficassem a "falar sozinhos". Isso é que era ser honesto e digno, em vez de ir “chorar lágrimas de crocodilo” para a televisão. É que, com muito menos motivo do que os que constam dessas cartas, esteve o seu cliente preso durante 15 meses. É caso para dizer que, quem tem defensores assim, nem precisa de acusadores!
Ou então, quem é que deve denunciar e participar este tipo de coisas? Eu? Tenho algum cargo, ou tive algum conhecimento directo que me obrigue a tal? Ou vamos ficar eternamente nas mãos de agentes da justiça criminosos, apenas porque todos sabem, todos calam, todos consentem? Por medo? Meu Deus! Isso não é medo é cumplicidade com a perfídia, com os crimes mais abjectos!
E os políticos? Todos os políticos? Que sabem disto tudo, mas calam, consentem? Vêm agora pedir votos? Praticar ou encobrir coisas destas é acto que os cidadãos não devem perdoar...