2013-10-09

Casa Pia, a Origem do Mega Processo Judicial

CASA PIA: EX-SECRETÁRIA DE ESTADO E MINISTÉRIO PÚBLICO MENTIRAM

Por Carlos Tomás

Os processos "Casa Pia" tiveram na sua origem, como a própria coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária (Rosa Mota) admitiu: 
- “notícias publicadas na imprensa e divulgadas nas televisões e rádios sobre a eventual existência de uma rede de pedofilia com ligações à Casa Pia, dado que estas informações foram, de algum modo, confirmadas junto dos ‘mass media’ pela então Sra. Secretária de Estado da Família, Dr.ª Teresa Costa Macedo”. 

Durante os meses de Novembro e Dezembro de 2002 e Janeiro de 2003 houve apenas dois factos relevantes em termos de comunicação social. 
- Um deles foi a divulgação, pelo Diário de Notícias, do relatório feito por educadores da Casa Pia, em 1982, quando resgataram um casal de menores casapianos de um apartamento de Jorge Ritto localizado na Avenida Gonçalo Velho Cabral, em Cascais: Fernanda Teresa e Jaime Pimenta. O resgate foi feito pela educadora Isabel Envangelista Mendes e pelo educador Francisco Góis Faria, ajudados pelos alunos José Carlos e Orlando Pereira. 
- O outro foram as buscas a casa de um médico pediatra, chamado João de Deus, onde a PJ apreendeu diverso material susceptível de se enquadrar no crime de posse de material de teor pedófilo e que estaria ligado à Casa Pia. 
Uma simples investigação jornalística feita pelo Jornal de Notícias, onde eu trabalhava na altura sendo um dos responsáveis pela editoria “Grande Lisboa” (secção onde o caso Casa Pia começou inicialmente a ser tratado, passando mais tarde para a editoria “Sociedade”) permitiu perceber que os dois episódios eram apenas falácias. 

Vamos ao primeiro:

Teresa Costa Macedo disse, no programa “Hora Extra”, que tinha guardado os dois relatórios dos educadores de 1982, sobre a situação da casa de Jorge Ritto, mas acrescentou que ainda tinha um terceiro relatório, com os nomes de muitos outros envolvidos: políticos, diplomatas e gente da comunicação social. 
Face a estas declarações, a jornalista Tânia Laranjo, minha colega, que se encontrava na redacção do Jornal de Notícias do Porto, deslocou-se propositadamente a Lisboa para obter essa lista. Combinou com Teresa Costa Macedo e foi ter com a ex-secretária de Estado da Família. 

Tudo o que conseguiu foi obter os tais dois relatórios já amplamente divulgados pelos órgãos de Comunicação Social e onde tudo o que aparece é a certeza de que Jorge Ritto é homossexual e se lança a suspeição sobre o apresentador de televisão Carlos Cruz, que seria frequentador da casa de Jorge Ritto, um facto que veio a ser desmentido pelo próprio autor da frase, o casapiano José Carlos. 

Este indivíduo, entrevistado pelo jornal 24horas e por várias televisões, admitiu que falou no mediático apresentador por brincadeira e que nunca o viu na casa de Jorge Ritto. 

Teresa Costa Macedo terá dito à Tânia Laranjo que a lista com os nomes estaria guardada num cofre em sua casa e que se tinha esquecido da combinação para o abrir. Comprometeu-se a dar a “lista da rede pedófila” quando abrisse o cofre. Como a jornalista em causa nunca mais escreveu sobre o assunto, admito que Teresa Costa Macedo jamais lhe tenha entregue tal documento. 

Mas os factos vão mais longe; a investigação posterior e o próprio tribunal descobriram que o terceiro relatório de que Teresa Costa Macedo falou nunca existiu e que a famosa “lista” não passava de um papel manuscrito que a própria ex-secretária de Estado passou à jornalista Felícia Cabrita, no intervalo do programa “Hora Extra”, onde ela, Teresa Costa Macedo, consciente ou inconscientemente, provocou a abertura da investigação à alegada rede de pedofilia.

Na sequência desta investigação e uma vez na posse dos dois relatórios verdadeiros sobre o que aconteceu no “episódio de 1982”, fiz aquilo que me pareceu óbvio: era preciso ouvir os três rapazes e a rapariga da Casa Pia envolvidos no caso e, bem assim, os educadores da Casa Pia que resgataram os menores naquela altura. 

A minha companheira Fátima Mariano conseguiu entrar em contacto com Fernanda Teresa, a rapariga que se refugiou na casa de Jorge Ritto. A conversa foi tão surreal, que a Fátima pediu a minha intervenção e passou-me a chamada telefónica. 

Fernanda Teresa estava em Trás-os-Montes e pela sua conversa percebi rapidamente aquilo que a ex-casapiana queria: dinheiro. Ela disse-me que tinha tudo com ela, que me dava os documentos todos, que até acusava de pedofilia o ex-presidente da República, general Ramalho Eanes. Um pacote que ela avaliou, na altura, em 100 contos (500 euros). 

O argumento para pedir o dinheiro foi de que tinha regressado de França e estava muito aflita. Disse-lhe que o JN não pagava depoimentos de ninguém e nunca mais ninguém do jornal falou com ela. 

A verdade é que, a partir deste episódio, comecei a ter sérias dúvidas sobre a veracidade do relatório de 1982. Os factos que se seguiram deram-me razão: as célebres fotografias que Teresa Costa Macedo disse que tinham sido apreendidas na casa de Jorge Ritto nunca apareceram e a única pessoa que disse que as viu (fora o casapiano José Carlos que, como já disse, garantiu ter sido tudo uma invenção sua para se “armar”) foi a própria ex-secretária de Estado da Família.

Quanto ao segundo episódio: 

O do pediatra supostamente “pedófilo”, João de Deus, também conhecido como autor de Banda Desenhada (BD), a história foi desmontada de forma ainda mais simples.

Mandei a Fátima Mariano ir entrevistar o homem e ele deu-lhe uma entrevista exclusiva. Contou tudo e desmontou toda a história divulgada pelo Expresso, pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público. Aquilo que lhe foi apreendido nas buscas mediáticas que lhe fizeram em casa não passavam de cassetes de vídeo, em formato “Super 8”, que continham filmagens da Fonte Luminosa, na Alameda Afonso Henriques, em Lisboa, onde apareciam adolescentes em cuecas a tomar banho no lago da fonte. Não havia nada que o envolvesse em práticas pedófilas. 

O pediatra e autor de “BD” nunca foi constituído arguido e o processo terminou com uma ordem judicial para destruir as cassetes. Mais grave, foi ele que se deslocou pelo seu próprio pé, às instalações da Polícia Judiciária, para ser interrogado e para lhe explicarem os motivos das buscas em sua casa, mas tudo o que conseguiu foi que lhe dissessem que os inspectores que o poderiam ouvir se encontravam cheios de trabalho, pelo que deveria aguardar que fosse notificado. Isso nunca aconteceu. 

E o quadro ainda piora quando, no âmbito da nossa investigação jornalística, se descobriu que teria sido a jornalista Felícia Cabrita a avisar o Ministério Público de que iria publicar um artigo sobre o pediatra, houvesse ou não buscas policiais na casa do homem. 

O procurador que foi alertado pela jornalista terá então tentado arranjar mandados de busca “à pressa” e teve de recorrer a um juiz de turno: Rui Teixeira. 

E foi com base nos mandados emitidos para esta busca que aquele juiz acabaria por ficar com o processo principal da Casa Pia (violando-se “o princípio do juiz natural”) e acabaria por mandar para a prisão Ferreira Diniz, Carlos Cruz e, com o passar dos meses, mais vários outros arguidos do processo.

Na redacção de Lisboa do Jornal de Notícias foram caindo informações ligadas ao escândalo, mas todas sem sumo. Nada de consistente. Apenas testemunhos de ex-casapianos que queriam fornecer informações e acusar pessoas a troco, sempre, de dinheiro. 

Confesso que cheguei a cair na “esparrela” de um deles. Fui entrevistá-lo à Venda do Pinheiro. Contou-me histórias mirabolantes e acusou Manuel Abrantes de mil e uma coisas. Na ânsia da notícia, publiquei essa entrevista. Se arrependimento matasse, hoje não estaria a escrever estas linhas. 

Logo depois de sair o trabalho, “Nuno”, foi assim que ele se identificou, telefonou-me a pedir emprego e se lhe podia dar dinheiro. Percebi que tinha sido simplesmente manipulado, porque quando fui confirmar os factos nada batia certo. 

A entrevista a “Nuno” foi o terceiro sinal de que alguma coisa não batia certo no processo Casa Pia. Mas outros haveriam, entretanto, de surgir. Adiante. 

Com muitos nomes nas mãos, de alegados pedófilos que pertenceriam à alegada rede de pedofilia, mas sem forma de publicar o que quer que fosse por falta de provas e confirmações de, pelo menos, três fontes diferentes, foi preciso esperar pelo dia 31 de Janeiro de 2003 para que o processo da alegada rede de pedofilia saltasse de novo para a “ribalta” da informação em Portugal. 

Ao final da noite desse dia, a SIC avançava, em exclusivo, que Carlos Cruz tinha sido detido no Algarve, acusado de pertencer à suposta “rede pedófila”. E, noutros locais, também tinham sido detidos e levados para o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, a funcionar naquela altura na Rua Gomes Freire, o médico Ferreira Diniz e o advogado Hugo Marçal.

Nessa noite tinha acabado de fechar mais uma edição da “Grande Lisboa” do Jornal de Notícias. Cheguei a casa pouco antes da meia-noite e vi a notícia. Liguei para o meu editor executivo, Paulo Martins, e a resposta deste foi: “Ok. Amanhã vemos isso.” 

Lembro-me de ter “jantado” a pensar no assunto e de repente resolver sair do recanto do meu lar, em Massamá, e ir enfrentar o frio à porta do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. Permaneci ali, tal como vários jornalistas, até se saber quais as medidas de coacção aplicadas aos detidos. 

No local pouco se soube. Os advogados de defesa, Serra Lopes (a defender Carlos Cruz) e João Nabais (a defender Hugo Marçal e Ferreira Diniz), pouco adiantaram. Apenas que o apresentador e o médico ficavam em prisão preventiva e que o advogado era posto em liberdade com uma caução pecuniária a pagar e que o Estado ainda não lhe devolveu (passaram-lhe um cheque sem cobertura...)

Depois destas detenções foi, desculpem o termo, “descascar pessegueiro”. Durante várias semanas o JN e todos os outros jornais – talvez com excepção, honra lhe seja feita, ao 24horas dirigido por Pedro Tadeu e com um jornalista a investigar o caso de forma exemplar (Rui Gustavo, actualmente no Expresso) – arrasaram por completo os três arguidos do processo. Com base apenas em informações da Procuradoria Geral da República, então tutelada por Souto de Moura, fomos escrevendo que havia mais do que provas para incriminar os arguidos, que eles tinham sido interrogados várias horas pelo juiz Rui Teixeira, que Carlos Cruz se preparava para fugir do país, que o médico Ferreira Diniz abusava de um ex-casapiano que com ele vivia, que Hugo Marçal estava a ser pago por Carlos Cruz para defender Carlos Silvino e “o diabo a quatro”. 

Provas de tudo o que se escreveu? Nenhuma! Apenas o que era transmitido pela PGR e pelos responsáveis da PJ que ficaram com a investigação. 

Ou seja, no início do Processo Casa Pia e quando Carlos Cruz, Ferreira Diniz e Jorge Ritto foram presos eu, tal como a generalidade dos portugueses, acreditei plenamente que o apresentador e demais arguidos eram culpados. 

Tal como terá acontecido, certamente, com a generalidade da população portuguesa, pensei: para a PJ deter um homem com a importância de Carlos Cruz é porque tem provas muito fortes contra ele: escutas, vídeos resultantes de vigilâncias, fotografias e testemunhas. Além disso, não me passava pela cabeça que um juiz decretasse a prisão preventiva de pessoas, se não tivesse na sua posse indícios muito fortes da sua culpa. 

E, como disse no início, foi precisamente esta mensagem que a Procuradoria Geral da República fez passar: que existiam vídeos, fotografias, transferências bancárias, tentativas de fuga, que o nome de Carlos Cruz constava de uma lista do FBI sobre pedófilos, etc, etc. 

Como o Processo estava em segredo de Justiça e os arguidos estavam presos, era impossível saber se tudo isto correspondia, ou não, à verdade. Até que um dia, na procura do contraditório, algo que todos os jornalistas devem fazer, mas só alguns é que o fazem, consegui entrar no Estabelecimento Prisional de Lisboa e entrevistar Carlos Cruz. 

Uma entrevista que nunca publiquei, porque a ministra da Justiça da altura, Celeste Cardona, o tinha proibido de prestar declarações públicas (vá lá o diabo - e a ministra - saber porquê?!). 

Ele contou-me a sua versão e chegámos a um acordo: eu noticiava as coisas, mas ele teria de sustentar tudo o que dizia com documentos constantes do processo. Só a palavra dele não chegava. E disse-lhe que se algum dia me chegasse às mãos uma única prova contra ele seria o primeiro a divulgá-la. Fiz o mesmo em relação a todos os outros arguidos, com excepção do Jorge Ritto, com quem nunca falei ao longo do processo. 
A partir daqui comecei a ser um jornalista privilegiado, uma vez que me passaram a chegar às mãos documentos do processo em segredo de justiça. E confesso que me deu algum gozo ver os outros jornais a escrever com base em “fontes”, quando nós no JN escrevíamos com base em documentos e não no diz que disse. 

A partir do momento em que comecei a ter acesso ao processo (a peças dele), comecei então a perceber quais eram as provas reais que o Ministério Público tinha contra estas pessoas. E o leitor do NOTÍCIAS SEM CENSURA quer saber o que tinha? Apenas os depoimentos das alegadas testemunhas/vítimas. 

Menos de uma dezena de indivíduos, todos maiores de idade (com mais de 16 anos), que acusavam estes arguidos e outras pessoas, em depoimentos que eu, graças ao “acordo” que estabeleci com os arguidos e com os seus advogados, tinha na minha posse e que eram contraditórios. Ou seja, havia testemunhos que não batiam certo com outros testemunhos da mesma “vítima”, nem com os depoimentos dos outros indivíduos alegadamente abusados. 
Uns diziam que iam a Elvas ao fim-de-semana, outros que era durante a semana, uns diziam que as casas eram de uma maneira, outros de outra. Alguns referiam que os abusadores estavam de fato, outros que estavam vestidos normalmente e por aí fora. Também me fez espécie o facto de eles acusarem outras pessoas, mas os seus depoimentos só serem considerados credíveis em relação a alguns, ou seja, aos que acabaram por ser constituídos arguidos. 

Nunca ninguém da PJ ou do Ministério Público me conseguiu explicar quais os critérios usados para distinguirem porque motivo uma testemunha falava verdade em relação a uma pessoa e mentia em relação a outra que referia no mesmo depoimento. 

Além disso, notava-se que as pessoas eram acusadas à medida que os seus nomes eram falados em alguma comunicação social, sobretudo na TVI e no Correio da Manhã. 
As minhas dúvidas aumentaram quando tentei falar com essas supostas vítimas e me disseram que isso era impossível, porque elas estavam com protecção pessoal feita pela PSP e proibidas de falar a jornalistas (só a alguns, porque com a TVI e Correio da Manhã falavam). 

Escrevi tudo isto em 2004, no livro "Carlos Cruz - As Grades do Sofrimento”, mas ninguém ligou. 
Em vez de lerem aquilo que eu tinha escrito, preferiram atacar o facto de Marluce Revoredo, ex-mulher do apresentador, ser co-autora. 
Mas o livro está divido em duas partes claras. Uma sobre a investigação e as provas que existiam na Acusação, ou seja: nenhumas, e outra, escrita por Marluce, sobre o drama vivido pela família de Carlos Cruz. 

Que fique claro que eu só conheci o apresentador quando o entrevistei no Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde também entrevistei o arguido Manuel Abrantes, tendo este trabalho sido publicado no JN, porque o ex-provedor da Casa Pia (apenas foi dono desse cargo um dia, já que foi preso no dia seguinte, 01 de Abril de 2003) arriscou dar uma entrevista à revelia dos Serviços Prisionais. 

Chegou a ser alvo de um processo disciplinar instaurado pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), a mando do Ministério da Justiça que visava mandá-lo para a solitária. O bom senso imperou e o ex-provedor acabou por não ser punido. É que, sem querer, foi a própria Direcção-Geral a permitir a minha entrada no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Carlos Cruz e Manuel Abrantes pediram para que fosse autorizada a “visita especial” de Carlos Tomás e esses pedidos foram deferidos. 

Com estas duas entrevistas e na posse de muitos documentos, o Jornal de Notícias – o director José Leite Pereira acabou por me destacar para coordenar a investigação do caso – passou a escrever a “verdade” judicial do processo e sem ressonâncias. Espero que se perceba uma coisa: de um lado (do Ministério Público) surgiam informações fornecidas por fontes, do outro lado (defesa dos arguidos) surgiam informações sustentadas em documentos constantes do processo. Qual a mais credível? A resposta parece-me óbvia.

O processo Casa Pia ainda vai fazer corar de vergonha a Justiça portuguesa. Porque, mais tarde ou mais cedo, a verdade virá ao de cima. Temos uma (in)Justiça corrupta e pouco competente. 

E é com mágoa que escrevo isto!

Carlos Tomás.

2013-09-23

Paulo Portas Chantageado por Loureiro e Cavaco. E Você Acredita em Jornais, Notícias, Escândalos???

A Verdadeira Origem das Nossas Desgraças Colectivas

Este País, Portugal, está no descalabro que todos conhecemos porque isso é inevitável tendo em conta o tipo de gente que nos governa.

Sabiam que o actual Primeiro Ministro, Passos Coelho, é um ex-drogado que batia na ex- mulher a quem nunca pagou a pensão de alimentos das filhas, antes de ser Primeiro Ministro?
Agora pagamos nós...

Mas este panorama (de termos à frente do Governo e Ministérios gentalha do pior que há) já vem de longe... Por isso o descalabro em que nos encontramos era inevitável. E nem haverá solução enquanto não se "limpar a casa". Para "limpar a casa", há que começar por desentulhar o lixo. Todas as nossas instituições estão entulhadas de lixo nos cargos de responsabilidade...

Este panorama já vem de longe. Atentem nesta história que encontrei AQUI e que reproduzo a seguir.

De vez em quando vou às estatísticas consultar a origem das visitas e percebi que o/a autor(a)  transcreveu este meu texto. Deixei-me levar pela curiosidade e, de página em página, encontrei isto que se segue.

Aqui fica à vossa "consideração"




Esta é uma "Datura Estramonium" ou "Erva do Diabo". A planta do "soro da verdade" que contribuiu muito para a "colaboração" de Biibi. Perigosa esta planta... mas não tão perigosa como os mafiosos que controlam este país...


 Transcrição:

Vou contar-vos um episódio REAL que aconteceu, em 1995, com o sr. PAULO PORTAS (então editor do semanário “O INDEPENDENTE”).


Numa Madrugada do ano de 1995, na Avenida de Ceuta, em Lisboa, uma patrulha da PSP pára ao Lado dum carro e encontra, em flagrante, dois “homens” em acto sexual. Até aí nada demais!!! Nessa zona a prostituição masculina é comum. Mas, para grande surpresa dos agentes da PSP, encontram  uma personalidade pública (o sr.. PAULO PORTAS), que é detida de imediato e levada para a esquadra de  BENFICA. 

Sem saberem o que fazer com este sr., contactam o Ministro da Administração Interna de então, O SR. DIAS LOUREIRO.
Nessa época, 1995, o jornal “O INDEPENDENTE” atacava sistematicamente o
Governo de CAVACO SILVA.
Com conhecimento de CAVACO, DIAS LOUREIRO faz chantagem com PAULO PORTAS, e ameaça tornar público o episódio e fazer dele um escândalo se o Jornal “O INDEPENDENTE” não mudasse a sua linha editorial e não deixasse de atacar o Governo de CAVACO SILVA.


Esta história nunca se tornou pública porque o sr.. PAULO PORTAS cedeu à chantagem: o jornal “O INDEPENDENTE” deixou de atacar o Governo.
Portanto, estou a revelar um “segredo” que é do conhecimento directo de “apenas” 9 pessoas: 

- Os 2 agentes da PSP que  detiveram PAULO PORTAS;

- DIAS LOUREIRO;

- CAVACO SILVA;

- O então chefe da esquadra da PSP de Benfica;

- O/a autor(a) deste relato (cujo nome ou “nick” é Elsa), e mais 3 pessoas que o/a Elsa não quer identificar...


Fim de transcrição

2013-09-14

Processo Casa Pia, Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.



Quando ando por aí gosto de me entreter a fotografar aquelas plantas a que ninguém liga importância... porque algumas são de extrema importância. É só para abstrair de cabalas...


Processo Casa Pia. Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.


Antes de mais o que realmente importa:

Neste texto vamos fazer referência a 2 acontecimentos importantes:

Carlos Pereira Cruz, mais conhecido como Carlos Cruz, a figura principal do Processo Casa Pia que se encontra actualmente a cumprir pena de prisão por crimes que NÃO cometeu, apresentou:

Documentos cuja leitura aconselhamos sobretudo àqueles que ainda têm dúvidas acerca das verdadeiras causas e origem do descalabro da nossa situação política, económica e social actual e acerca da monstruosidade que é o “Processo Casa Pia”.

O advogado de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, autor de ambos os documentos (presumo relativamente à queixa apresentada ao TEDH), sempre negou a tese da cabala (que eu defendo porque outra explicação não existe para este estado de coisas).

Tanto quanto me tem sido dado perceber, o próprio Carlos Cruz rejeita essa tese; não sei se por convicção própria ou devido a influência do seu advogado.

Que Carlos Cruz se cinja à explicação das “invejas” ou outras banalidades semelhantes até é compreensível, mas que o seu advogado não veja o óbvio, apesar de o afirmar nas entrelinhas, para depois o negar na afirmativa, já pode ser grave na medida em que, para vencer uma guerra, convém conhecer o “inimigo” (e tudo sobre o “inimigo”).

Mas não posso afirmar que isso tenha sido decisivo para o facto de Carlos Cruz ter sido condenado e estar a cumprir pena, apesar de inocente. O que posso afirmar é o que sempre disse: não tenho a menor consideração por um advogado que não tire um inocente da cadeia, ou que deixe condenar um inocente. Acho que um advogado assim não merece o título.

Vejamos então, nas próprias palavras de Ricardo Sá Fernandes, como é que ele afirma e reconhece, nas entrelinhas, a cabala ou conspiração... para depois a negar na afirmativa.

Ricardo Sá Fernandes diz:


In ponto 40. Pág. 36

“Só a pobreza do debate intelectual em Portugal – em que um formalismo estéril afasta o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados – é que tem permitido a subsistência deste exotismo, que pode conduzir à barbaridade jurídica”(1)


In ponto 42. Pág. 37

“Só uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira que não se quer deixar mostrar.”(2)



“O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento, resulte ele de sugestão, de inquinação, de enfabulação, de pura perversidade, ou de qualquer outra causa. Mas também não lhe cabe fazer essa indagação para o que não tem meios.”(3)


In Pág. 21

“Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola. Porém, este processo é tão somente o fruto de uma dinâmica espontânea que – tendo por pano de fundo o justo horror à pedofilia – cresceu de forma desorganizada até que – por uma lógica quase instintiva de estabilizar uma narrativa e de, através dela, dar segurança a um inconsciente colectivo que a brutalidade de uma pressão mediática crescentemente alimentava e instigava (...)”(4)

Notas:

(1)   À “pobreza do debate intelectual” eu chamo intoxicação da propaganda nazi (para permitir que) “um formalismo estéril afaste o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados”. Garanto que não há nada na lei que legitime tais coisas; e só por via de monstruosa conspiração (contra o Estado de Direito) é possível “condenar inocentes e absolver culpados”
(2)   “uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira”.
- Falta de vergonha;
      - desrespeito feroz pelos direitos;
- têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira...
Nisto tudo estão envolvidos: elementos do poder político; da PJ; Juízes e MP; Desembargadores; Conselheiros, tudo sob a batuta da Comunicação Social, sem que se saiba bem quem nasceu primeiro: “se foi a galinha ou se foi o ovo”... e com a tolerância (quando não apoio activo) de todos os partidos políticos.
E aqui ficamos novamente “encurralados”: quer se trate de falta de vergonha, desrespeito pela legalidade e horror para encobrir a mentira, nesta situação concreta (que não é única; há muitos outros casos semelhantes) de todas as “entidades” referidas; quer se trate de “um mero circunstancialismo” que tenha permitido a ascensão de pessoas com essas características (falta de vergonha, etc.) a todos os cargos referidos, estamos em presença de conspiração, nua e crua... contra o Estado de Direito.
Ainda uma palavra acerca da “batuta da Comunicação Social”, que foi ao ponto de excluir e perseguir os jornalistas que não alinharam; que foi ao ponto de censurar e excluir dos comentários às notícias todos os que não alinhassem e de manter uma chusma de provocadores que comentavam dizendo as piores barbaridades e baboseiras, de forma orquestrada, para manipular a opinião pública e a leitura dos conceitos dominantes nela (opinião pública). Censuraram-me muitas vezes e não só a mim, por isso sei do que estou a falar. Conspiração? Nããão. Fique descansado Sr. advogado... mas, com conspiração ou sem ela, trate de tirar o seu cliente da cadeia se quer ser respeitado.
(3)  “O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento”... nem precisa; os próprios já vieram a público “explicar” com o que deixaram de ser “credíveis”... porque a cabala está lá, nas explicações.

(4) “Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola”. Mas a conspiração não é uma teoria e nem serve de refúgio. Que ideia absurda! Mas “prontos” o sr. advogado não gosta de coisas óbvias, simples e elementares... prefere não ter explicação ou as explicações (desculpas?) inverosímeis e incoerentes. Acresce que este pedaço de texto não é necessário na queixa e nem se lhe vislumbra qualquer utilidade, para além da de negar o óbvio colaborando, afinal, com os conspiradores.



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 APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
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-- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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2013-06-26

Os Erros Criminosos da Justiça a Pedofilia o Caso Júlio Olivares

Os Erros Criminosos da Justiça, a Pedofilia, o Caso Júlio Olivares



Dente-de-leão, taraxacum officinale

Para abstrair de tanta ignomínia, nada como observar a beleza e apreciar a generosidade duma planta com características medicinais excepcionais: o "Dente-de-Leão, ou Taraxacum"


Júlio Olivares foi acusado, no Processo 1527/05.3TASNT, de ter abusado do sobrinho (Sílvio?) então com 3 anos de idade.

O artigo do Expresso de 23 de Outubro de 2010, quase 3 meses depois do suicídio de Júlio (01 de Agosto de 2010), exibe o seguinte titulo:

Um miúdo acusa, a Justiça acredita(???), um homem mata-se.

(retirado do referido artigo)

Júlio matou-se há dois meses após ser condenado por abuso sexual do sobrinho. Conversa de Messenger, entre o sobrinho e o pai deste, irmão de Júlio, levanta dúvidas sobre a veracidade da acusação.

Júlio preparou minuciosamente o suicídio, perante a indiferença e o cinismo da “justiça”:
Desfez-se dos seus bens e compromissos e escreveu um livro auto-biográfico, intitulado “Sem Culpa”.
No livro conta a vida de David, um homem de 38 anos, engenheiro informático, homossexual, filho de uma família desestruturada do Cacém (Sintra), condenado em 2008,  pelo abuso sexual do sobrinho que teria três anos à data dos supostos abusos e tinha 12 anos quando depôs em tribunal . David (no livro, Júlio na vida real) foi condenado a seis anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de 25 mil euros. Júlio é inocente, mas a Justiça afirma-lhe a culpa, da primeira instância até ao Tribunal da Relação. E, no fim, extintos os recursos, o acusado opta pelo suicídio.

O sobrinho, agora com 14 anos, terá assumido, numa conversa de Messenger, mantida com o pai (irmão de Júlio), que mentiu. “Menti pk meus tios precisavam do € e pk vocês me abandonaram”.

O “crime” como é apresentado no Expresso:

1. A queixa de abusos sexuais foi apresentada em 2005 pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Sintra, por intermédio da família de acolhimento com quem os gémeos (Sílvio e a irmã) viviam na altura e a quem o menor terá confidenciado o abuso.

2. O crime teria ocorrido em 1998, quando o rapaz vivia com o tio Júlio a pedido do pai, que era então maquinista da CP e sujeito a turnos.

3. Sílvio (nome fictício do miúdo) diz ter sido abusado por três tios, incluindo Júlio, numa casa onde via filmes ‘porno’ e onde estava um casal a ter relações sexuais. “Entre silêncios, gestos contidos, respostas afirmativas com a cabeça, olhares tristes e pudores pressentidos, ‘Sílvio’ aludiu aos abusos sexuais”, lê-se na sentença. (tanto indício de mentira e ninguém percebe...)

4. Sílvio descreve os actos com tal pormenor que Júlio acredita que o sobrinho terá sido
realmente abusado. A sua suspeita recai sobre os seus dois irmãos deficientes mentais, um deles com antecedentes de agressão sexual.

Depois do suicídio de Júlio, o miúdo, pressionado pelo pai, assume que mentiu, em conversa no “messenger”:

- “Pq mentiste em tribunal miúdo?” “Contaram não é igual a lembrares-te. Tu não te lembras do que falaste”. “Falaste de pessoas e sítios que o teu tio nunca conheceu”
Na resposta o miúdo ameaça o próprio pai:
- “Ouve s eu souber k tu andas atrás de mim por causa dos 25000 euros k tanto kustaram a konseguir, daki a 4 anos tas feito ao bife”
- “Ainda não me respondeste! pq mentiste em tribunal?”
- “PORRA JÁ TOU FARTO DE DIZER K SO DISSE O K A MINHA TIA MANDOU DIZER E N SABIAMOS K DAVA CANA, SO KERIAMOS DINHEIRO!!!” e ainda: ““O Júlio é k suicidou pk quis. já disse k menti pk meus tios precisavam do €...”

Os fundamentos das decisões judiciais:


Relatório da peritagem psicológica feita ao miúdo:

“O modo vago e pouco pormenorizado como o menor nos descreveu os acontecimentos não nos permite dizer que são credíveis as informações. Por outro lado, possui suficiente maturidade para avaliar factos, pelo que não podemos dizer que não são credíveis”.

O que é que raio uma coisa terá que ver com a outra? Sabe avaliar factos mas, como todos os mentirosos, não sabe mentir tão bem que não se dê por isso...

Tribunal da Relação, Fundamento da decisão do Recurso:


“O que foi alegado pelo recorrente não traduz mais do que outra leitura da prova produzida. As mesmas provas admitem uma solução diversa daquela a que chegou o tribunal? É possível. Mas impõem a solução propugnada pelo recorrente? De maneira nenhuma”

Esta "peça", este "naco de prosa" é o máximo!

No “meu tempo” a prova era constituída, apenas, pelos factos ou conjunto de indícios que não podiam ter outra leitura, não podiam ter outra explicação. Se “as provas” “admitem uma solução diversa” não são provas e não podem servir para condenar.
Isto é escrito no recurso do Tribunal da Relação...

A História que se depreende deste artigo conta-se em poucas linhas:


O pai de Júlio Olivares, alcoólico, batia-lhe. Aos 18 anos Júlio sai de casa, vai trabalhar em contabilidade mas logo cria uma empresa e volta a estudar, até à licenciatura em engenharia informática. Lança vários sites de compras e fóruns (ligados à comunidade gay), tornando-se um webmaster reconhecido.
As suas capacidades excepcionais e o sucesso tornam-no numa “presa” apetecível dos tios maternos do miúdo que engendram uma forma de lhe extorquir dinheiro, talvez sugestionados pelo “Processo Casa Pia”. Hoje sobrevivem sem culpa... Não sabiam que “dava cana”... Ou sabiam e não se importaram cegos pela ganância do dinheiro... Note-se que foi a estes tios que a justiça entregou a guarda do miúdo...

As “esperanças”, vãs, de quem não conhece o sistema judicial português, a sua imensa e imutável perfídia e o seu cinismo...

(continuando a reproduzir o citado artigo do Expresso de 23 de Outubro de 2010)

Júlio é condenado em Outubro de 2008, e recorre. Escolhe esperar o resultado nos
EUA, em São Francisco, onde viverá longos meses com curtos regressos a casa.
Decidido que estava a suicidar-se caso a pena se mantivesse, não queria morrer
em Portugal. Escreveu então a todos os intervenientes do processo e ao Presidente da Republica, primeiro-ministro, presidente do Supremo Tribunal, director da
PJ, PGR...
A 6 de outubro de 2009, a Relação de Lisboa dá como improcedente o recurso. Nesse mesmo dia, Júlio senta-se a escrever o livro, 123 páginas “non stop”

Um ano antes do suicídio, Júlio começou a corresponder-se com o gabinete da procuradora Maria José Morgado — a Unidade Especial de Investigação da PGR.
As respostas que recebe não passam de “conversa fiada”. Quanto a soluções (investigações ou outras diligências) para corrigir o acto infame de condenar um inocente, nada.
Em  consequência, Júlio suicida-se porque, segundo ele próprio:
““Eles no MP hoje acreditam que algo está errado mas não há saídas legais possíveis. Acham que devo voltar para Portugal, ir preso e esperar novos elementos que conduzam à reabertura do processo. Colocaram-se à disposição para me ajudar, mas a prisão não é, como nunca foi, opção para mim”.


Coitado! Se se tivesse deixado iludir pela “conversa fiada” nem imagina o que o esperava.

Tomou a decisão certa, a menos dolorosa, a menos degradante, a mais digna: suicidar-se!

Nota: o citado artigo do Expresso foi obtido na página de Carlos Cruz, através de busca no "google"






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 APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
 «»«»
 -- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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 -- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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2013-06-08

Que é Feito da Coordenadora da PJ Ana Paula Matos?


Actualização em: 18-12-2014


"Tropecei" nesta notícia no Facebook e depois procurando encontrei-a:

Conhecida pelos resultados, ávida em 'fazer presos', Ana Paula fez também fama de não olhar a meios. A ex-coordenadora da PJ estava foragida há cinco anos, depois de ter sido condenada por desviar 96 mil euros apreendidos.

A mulher foi agora presa no Brasil e aguarda extradição, já que lhe faltam sete anos e meio de cadeia para cumprir em Portugal.


Ler mais em: http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/ex-coordenadora-da-pj-presa-no-brasil.html

Sem comentários... Ou talvez não; apenas um... Eu acho que está próximo, muito próximo, o fim dessa escumalha maldita; o fim que merecem e "pedem" há muito. Que este episódio contribua muito. Todas as ajudas são necessárias e bem-vindas.

Segue-se o texto publicado inicialmente Aqui:



Este é um comentário deixado na mensagem mesmo aqui em baixo

Anónimo disse...

E lá enterraram a Inspectora Ana Paula Matos... Mas quem se lembraria de roubar dinheiro apreendido de droga, DEPOIS de ser registado? 

Nem um mau escritor de Hollywood daria credibilidade a essa ideia.
Consigo imaginar um julgamento de pressupostos, sem ilegalidades de prova devido à sua ausência.. 

Lembro-me de um insigne desembargador, há muito, muito pouco tempo; "... Os tribunais não se podem agarrar à legalidade da prova..."


Pois... É o que eu penso também...


Uma foto do meu "Lírio da Paz" dedicada a Ana Paula...

O que se segue é um extracto dum escrito que tenho em mãos e que não vou identificar nem a proveniência nem o destino:

1  – No mesmo documento, publicado inicialmente em 2003, pode ler-se também: “Ana Paula recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito” (...)  Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”.  
E, numa notícia também publicada online, comdata de Maio de 2006: “O TELEFONE PRIVADO da inspectora-chefe da Polícia Judiciária, Ana Paula Matos, foi colocado sob escuta no âmbito do processo Casa Pia (...) com base numa denúncia feita por uma mulher (alegadamente ligada ao mundo da prostituição) ao inspector da PJ, Dias André, que mantém um conflito pessoal com a sua colega Ana Paula há vários anos”.

2  – Em 2007 (4 anos depois da publicação do documento referido acima) é publicada uma notícia, primeiro como Exclusivo do Correio da manhã e depois em vários outros jornais que afirma:
Um dossier explosivo, destinado à Procuradoria-Geral da República e a que o CM teve acesso, descreve práticas ilegais e dezenas de crimes cometidos por responsáveis no combate ao tráfico de droga da Polícia Judiciária ao longo dos anos (...) O autor da denúncia, que diz ser “inspector da DCITE”, nomeia e acusa 27 colegas por corrupção e envolvimento no tráfico e identifica as 27 embarcações que fazem transporte de droga na costa, com conivência da PJ”. 

3 – Nessa mesma notícia, em 2007, diz-se: “No dia 25 de Julho, data em que foi detida a ex-coordenadora Ana Paula Matos – a principal suspeita do desvio de dinheiro ficou em prisão preventiva (...)

4 – Em notícia datada de 2009/04/01: “A antiga inspectora coordenadora da Polícia Judiciária, Ana Paula da Costa Matos, foi hoje condenada (...) a sete anos e meio de prisão por quatro crimes de peculato. (...) A antiga coordenadora da Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) da PJ já cumpriu três meses de prisão preventiva, numa instituição psiquiátrica.

5 – Lendo, com atenção, as notícias sobre este caso (da Inspectora Coordenadora da PJ, Ana Paula Matos), encontram-se várias contradições e absurdos que permitem concluir que está inocente, que não roubou nada (até porque, se quisesse fazê-lo, podia e certamente teria usado os mesmos métodos descritos no documento referido em 2 e ninguém dava por nada, não haveria documentos, não faltava nada...) e nem se afigura que seja pessoa para fazer tal coisa porque,

6 – Apesar do tom invariavelmente provocatório das notícias, com mentiras de permeio como é hábito, ainda assim, numa delas os inspectores da PJ que trabalharam com Ana Paula dizem dela: “. “Trabalha 16 horas por dia e a PJ corre-lhe no sangue”, empenhada em resolver “os problemas na ânsia de resultados”. Todos a descrevem como uma “óptima polícia” e ““É da velha escola, dura. E trabalha no arame com suspeitos e informadores, mas nunca o fez em proveito próprio.”

7 – Tudo indica (o que se especifica e outros factos que se omitem para não alongar demais) que Ana Paula foi transferida para a DCITE, 8 meses antes de ter sido acusada e presa, premeditadamente para lhe ser montada esta cilada. Desconheço se Ana Paula está presa ou não, porque não encontrei notícias do resultado do Recurso que a sua advogada anunciou, cujo decisão se dizia que aguardaria em liberdade. Mas sei, POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA, que uma mulher com o perfil que os seus colegas lhe traçam, sujeita a uma situação destas, fica num sofrimento atroz, destruída psicologicamente independentemente do resultado de recursos. Aliás, as notícias falam de internamento em estabelecimento psiquiátrico e de tentativa de suicídio (em tom de achincalhamento como é costume).

8 – O pior é  ter a sensação de que, tal como no meu caso, Ana Paula é “vítima” da sua integridade intelectual, da sua honestidade e da sua competência; é vítima da perseguição de Dias André (e das suas misteriosas e perversas influências e favorecimentos em todo o aparelho judicial e policial) e pode muito bem ter sido “tramada” devido aos escritos que apareceram na Net , acima referidos, quer porque falam dela quer porque se suspeite que tenha alguma coisa que ver com a sua autoria... tal como no meu caso (porque falei deles e porque até fui acusada da sua autoria).


Este texto é para agradecer o amável convite de "NoSilence" para colaborar neste blogue que tem estado "inactivo" por impedimento do autor




2010-10-10

Actualização

Agora, mais do que nunca, chama-se a atenção para


RELATÓRIO DO GOVD

Para perguntar o que foi feito para pôr cobro à situação infâmia em que o País se encontra, resultante destas situações pérfidas e aberrantes, que nos destroem como sociedade e como País.

A escabrosa sentença do Processo Casa Pia veio demonstrar a premência da necessária E IDÓNEA investigação desta questão (E DOUTRAS COM ELA RELACIONADAS...) mas as nossas excelsas instituições e os seus titulares, assobiam para o lado, covardemente, pensando que podem continuar a merecer a consideração dos cidadãos... Enganam-se!