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2013-10-29

O Processo Casa Pia na Wikipédia

Discutir O Processo Casa Pia na Wikipédia



Datura Estramónio ou "erva do diabo", a planta de que se extrai a droga (escopolamina) que terá feito com que o Bibi "colaborasse" mais facilmente com os "investigadores". Esta droga que chegou a ser designada "soro da verdade" porque anula a vontade (o livre arbítrio) de quem a ingere, não é sintetizável em laboratório...



A wikipédia tem um artigo sobre o Processo Casa Pia que reproduz a intoxicação da comunicação social sobre o assunto, sem "contraditório".

Vai daí decidi testar a "imparcialidade"da Wikipédia, inscrever-me e dar início à discussão do tema...
De imediato me informaram que o meu escrito continha termos "impróprios" pelo que é espectável que não  sobreviva muito tempo à censura.

Por isso aqui fica para conhecimento de todos. Se alguém de boa-fé quiser dar uma ajudinha... vá até lá e abra a janela de "DISCUSSÃO". Convém inscrever-se antes de  "discutir", se for essa a intenção...

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Lendo este artigo fica-se com a sensação de que o Processo Casa Pia é apenas mais um vulgaríssimo processo judicial com princípio meio e fim como mandam as regras. Isso não é verdade!

Os antigos alunos da Casa Pia mencionados já vieram a público desmentir os seus depoimentos em tribunal e revelar que não tomaram a iniciativa de acusar ninguém, que foram levados a acusar, foram instigados e incentivados com o pagamento da indemnização de 50 mil euros. 

Aliás, a própria investigadora da PJ, Rosa Mota, reconheceu em Tribunal que o Processo Casa Pia nasceu "na secretaria" daquela polícia, por iniciativa dos próprios investigadores... sendo certo que apenas o processo contra o Carlos Silvino (que depois foi apensado) resultou duma (mais uma) denúncia de abuso sexual dum jovem dentro da Casa Pia.
E a ausência de prova em Tribunal? E o absurdo da "ressonância da verdade? E o absurdo da Casa de Elvas, da condenação seguida de absolvição?
E o caso das cassetes (conversas entre o Director Nacional da PJ e o jornalista do CM) ou das falsas violações do segredo de justiça que não passavam, afinal, de especulações? Porque a omissão?
E as posições e preocupações de várias pessoas de diversos quadrantes políticos sobre o assunto, tais como Marinho e Pinto, Garcia Pereira... e vários outros?

O documento designado "relatório do GOVD", aliás, descreve uma outra realidade bem mais coerente com os factos... mas, apesar da sua importância (e de ter havido quem arriscasse a própria vida ao divulgá-lo) não lhe é feita qualquer referência neste "artigo". E as perseguições mafiosas que foram movidas a todas as pessoas que ousassem não engolir as mistificações absurdas que este artigo repete?

Além disso, aliciadas ou não aliciadas e pagas ou não pagas (elas dizem o contrário do que aqui se afirma) as testemunhas "vítimas", assistentes no Processo, que acusaram Carlos Cruz e os restantes (à excepção do Bibi cujas acusações e acusadores são diferentes), já vieram a público "dar a cara" e desmentir tudo o que disseram no Processo... tal como o próprio Carlos Silvino (Bibi) já havia feito. Afinal, as "crianças" (que não são crianças nenhumas) que não mentiam... mentem. Não importa se mentem agora ou mentiram antes, se foram pagas agora ou se foram (e foram, toda a gente sabe) pagas antes para mentir. O facto é que mentem. Em qualquer país civilizado isso teria produzido "os devidos efeitos"; mas em Portugal, não! Os interesses que se movem por detrás dessa conspiração monstruosa que é o Processo Casa Pia, o arrivismo dos conspiradores, a sua arrogância e omnipotência, o seu nepotismo e a total falta de pudor das nossas instituições não permitem que uma coisa tão grave "produza efeitos".
Uma simples pesquisa, online, permite encontrar coisas como esta:
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"A investigação ao escândalo de pedofilia na Casa Pia pôs em andamento vários casos paralelos e, enquanto o julgamento decorria, entre 2005 e 2008, 14 homens foram condenados no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, em seis processos autónomos, quatro dos quais envolvendo antigos funcionários da instituição. A pena mais pesada, 19 anos de prisão, foi aplicada a Pedro Inverno, antigo treinador de futebol da Casa Pia e sócio de Fernando Chalana numa escola de futebol, no âmbito do processo de pedofilia do Parque Eduardo VII, que envolvia um total de 11 arguidos. 

Segundo o jornal Correio da Manhã, na edição de 13 de Setembro de 2003, a secreta portuguesa, Serviço de Informações e Segurança (SIS), investigou, em 1997, as redes de pedofilia em Portugal, tendo classificado o assunto como de 'alta importância', pelo alegado envolvimento de figuras públicas com prostitutos do Parque Eduardo VII, em Lisboa, a maioria dos quais ex-casapianos. 
Alguns seriam figuras conhecidas dos jovens prostitutos que esperavam clientes debaixo dos candeeiros do Parque Eduardo VII. Um deles (Paulo Portas) era conhecido como Catherine Deneuve por trazer sempre uma cabeleira loira no carro. 

A jornalista Felícia Cabrita, autora da primeira notícia sobre as suspeitas de abusos sexuais na Casa Pia, mencionou no seu depoimento o relatório do SIS sobre pedofilia em Portugal, no qual são referidos nomes como os antigos ministros André Gonçalves Pereira, Eurico de Melo, Luís Filipe Pereira, Paulo Portas, Valente de Oliveira, os diplomatas António Monteiro, Brito e Cunha e Leonardo Mathias e um almirante chamado João Quintela."
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E ainda faltam aqui outros nomes como o do Juiz Caramelo ou o do cunhado do então Procurador Geral da República, Rui D'Orey Soares Franco que terá sido a "moeda de troca" que obrigou o Procurador a "colaborar" e a fazer a "figura triste" de dizer e assumir uma coisa num dia para se desdizer no dia seguinte... e passar a "ficar mudo" ou responder com "pode ser" quando questionado sobre o Processo.

O problema dum artigo assim é que o nosso conhecimento directo da questão e da realidade do país, da justiça, da Casa Pia e seus alunos, dos abusos dentro da Casa Pia (e dentro doutras "casas") berra-nos ao ouvido o que qualquer pessoa minimamente informada, interessada e atenta já percebeu há muito: o Processo Casa Pia é, apenas e só, uma monstruosa conspiração, sem fundamento acusatório, que tem tido um papel fundamental na situação de descalabro em que o país se encontra... e de que não conseguirá sair enquanto coisas destas forem possíveis e perdurarem entre nós.

 Realmente, estamos fartos de "intoxicação". Se a wikipédia também só serve para isto, acabe-se com a wikipédia.

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2013-10-18

Casa Pia O Epílogo do Mega Processo Judicial

Vem isto a propósito deste vídeo



Casa Pia from The Witch Hunter on Vimeo.

Porém (há sempre um "porém") continuo a discordar da forma como esta questão tem sido tratada...

"Dá Deus nozes a quem não tem dentes"

Mas disso falaremos em breve... que agora não tenho tempo.

Por agora, deixo aqui a mensagem do autor do vídeo:

Em 2003 Portugal mergulhou num clima de histeria social colectiva.
Para a maioria dos media que noticiou esta história parecia haver poucas dúvidas que uma enorme conspiração havia sido desmascarada.
Uma sinistra rede pedófila que actuava secreta e misteriosamente dentro da maior instituição pública de acolhimento - a Casa Pia.
Este foi o início do mais longo e mediático processo judicial da história de Portugal

Este video poderá chamar a atenção sobre a injustiça das prisões resultantes do processo Casa Pia. Mas para tal será necessário que o mesmo seja divulgado o mais possível.

É nesse sentido que vos contacto:

Para vos pedir que partilhem este video através de email e facebook (bem como através de outras redes sociais a que tenham acesso).


2013-09-14

Processo Casa Pia, Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.



Quando ando por aí gosto de me entreter a fotografar aquelas plantas a que ninguém liga importância... porque algumas são de extrema importância. É só para abstrair de cabalas...


Processo Casa Pia. Cabala ou Não Cabala, Eis a Questão.


Antes de mais o que realmente importa:

Neste texto vamos fazer referência a 2 acontecimentos importantes:

Carlos Pereira Cruz, mais conhecido como Carlos Cruz, a figura principal do Processo Casa Pia que se encontra actualmente a cumprir pena de prisão por crimes que NÃO cometeu, apresentou:

Documentos cuja leitura aconselhamos sobretudo àqueles que ainda têm dúvidas acerca das verdadeiras causas e origem do descalabro da nossa situação política, económica e social actual e acerca da monstruosidade que é o “Processo Casa Pia”.

O advogado de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, autor de ambos os documentos (presumo relativamente à queixa apresentada ao TEDH), sempre negou a tese da cabala (que eu defendo porque outra explicação não existe para este estado de coisas).

Tanto quanto me tem sido dado perceber, o próprio Carlos Cruz rejeita essa tese; não sei se por convicção própria ou devido a influência do seu advogado.

Que Carlos Cruz se cinja à explicação das “invejas” ou outras banalidades semelhantes até é compreensível, mas que o seu advogado não veja o óbvio, apesar de o afirmar nas entrelinhas, para depois o negar na afirmativa, já pode ser grave na medida em que, para vencer uma guerra, convém conhecer o “inimigo” (e tudo sobre o “inimigo”).

Mas não posso afirmar que isso tenha sido decisivo para o facto de Carlos Cruz ter sido condenado e estar a cumprir pena, apesar de inocente. O que posso afirmar é o que sempre disse: não tenho a menor consideração por um advogado que não tire um inocente da cadeia, ou que deixe condenar um inocente. Acho que um advogado assim não merece o título.

Vejamos então, nas próprias palavras de Ricardo Sá Fernandes, como é que ele afirma e reconhece, nas entrelinhas, a cabala ou conspiração... para depois a negar na afirmativa.

Ricardo Sá Fernandes diz:


In ponto 40. Pág. 36

“Só a pobreza do debate intelectual em Portugal – em que um formalismo estéril afasta o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados – é que tem permitido a subsistência deste exotismo, que pode conduzir à barbaridade jurídica”(1)


In ponto 42. Pág. 37

“Só uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira que não se quer deixar mostrar.”(2)



“O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento, resulte ele de sugestão, de inquinação, de enfabulação, de pura perversidade, ou de qualquer outra causa. Mas também não lhe cabe fazer essa indagação para o que não tem meios.”(3)


In Pág. 21

“Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola. Porém, este processo é tão somente o fruto de uma dinâmica espontânea que – tendo por pano de fundo o justo horror à pedofilia – cresceu de forma desorganizada até que – por uma lógica quase instintiva de estabilizar uma narrativa e de, através dela, dar segurança a um inconsciente colectivo que a brutalidade de uma pressão mediática crescentemente alimentava e instigava (...)”(4)

Notas:

(1)   À “pobreza do debate intelectual” eu chamo intoxicação da propaganda nazi (para permitir que) “um formalismo estéril afaste o aprofundamento das questões substanciais, favorecendo a condenação de inocentes e a absolvição de culpados”. Garanto que não há nada na lei que legitime tais coisas; e só por via de monstruosa conspiração (contra o Estado de Direito) é possível “condenar inocentes e absolver culpados”
(2)   “uma grande falta de vergonha e um desrespeito feroz pelos direitos do arguido e pelo apuramento da verdade é que têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira”.
- Falta de vergonha;
      - desrespeito feroz pelos direitos;
- têm permitido que este horror subsista, para tapar a mentira...
Nisto tudo estão envolvidos: elementos do poder político; da PJ; Juízes e MP; Desembargadores; Conselheiros, tudo sob a batuta da Comunicação Social, sem que se saiba bem quem nasceu primeiro: “se foi a galinha ou se foi o ovo”... e com a tolerância (quando não apoio activo) de todos os partidos políticos.
E aqui ficamos novamente “encurralados”: quer se trate de falta de vergonha, desrespeito pela legalidade e horror para encobrir a mentira, nesta situação concreta (que não é única; há muitos outros casos semelhantes) de todas as “entidades” referidas; quer se trate de “um mero circunstancialismo” que tenha permitido a ascensão de pessoas com essas características (falta de vergonha, etc.) a todos os cargos referidos, estamos em presença de conspiração, nua e crua... contra o Estado de Direito.
Ainda uma palavra acerca da “batuta da Comunicação Social”, que foi ao ponto de excluir e perseguir os jornalistas que não alinharam; que foi ao ponto de censurar e excluir dos comentários às notícias todos os que não alinhassem e de manter uma chusma de provocadores que comentavam dizendo as piores barbaridades e baboseiras, de forma orquestrada, para manipular a opinião pública e a leitura dos conceitos dominantes nela (opinião pública). Censuraram-me muitas vezes e não só a mim, por isso sei do que estou a falar. Conspiração? Nããão. Fique descansado Sr. advogado... mas, com conspiração ou sem ela, trate de tirar o seu cliente da cadeia se quer ser respeitado.
(3)  “O arguido não tem uma resposta que explique as motivações subjacentes a tão sinistro comportamento”... nem precisa; os próprios já vieram a público “explicar” com o que deixaram de ser “credíveis”... porque a cabala está lá, nas explicações.

(4) “Nunca se refugiou numa teoria da conspiração ou da cabala. Como seria simples encontrar um culpado, uma cadeia de comando, uma entidade malévola”. Mas a conspiração não é uma teoria e nem serve de refúgio. Que ideia absurda! Mas “prontos” o sr. advogado não gosta de coisas óbvias, simples e elementares... prefere não ter explicação ou as explicações (desculpas?) inverosímeis e incoerentes. Acresce que este pedaço de texto não é necessário na queixa e nem se lhe vislumbra qualquer utilidade, para além da de negar o óbvio colaborando, afinal, com os conspiradores.



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 APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
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-- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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